- O mercado sucroenergético paulista apresenta movimentos distintos nesta semana: enquanto o açúcar cristal branco mantém negociações pontuais e vendedores firmes nos preços, o etanol sofre pressão do avanço da moagem e do aumento da oferta. Na terça-feira (14), a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 92,11 em São Paulo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
- A cotação representa alta diária de 1,53% e valorização acumulada de 0,92% em julho. Um dia antes, na segunda-feira (13), a saca havia sido negociada a R$ 90,72, quando o indicador ainda registrava queda mensal de 0,60%. Os números mostram que, apesar das oscilações diárias, o mercado segue sem alterações mais expressivas no período.
- As chuvas registradas em maio e junho reduziram temporariamente o ritmo da colheita e da moagem da cana-de-açúcar no Centro-Sul. Por outro lado, a umidade favoreceu o desenvolvimento dos canaviais que devem ser processados durante a segunda metade da temporada. A atenção dos compradores permanece voltada ao ritmo da safra e à disponibilidade de açúcar no mercado interno.
- Mesmo com a recuperação pontual da cotação, as empresas do setor enfrentam custos elevados, restrições de crédito e juros altos. Esse cenário aumenta as despesas financeiras e pressiona principalmente as usinas mais endividadas ou que dependem de financiamento para manter investimentos e ampliar a capacidade produtiva.
- No mercado de etanol, o movimento é de queda mais intensa. O avanço da moagem da cana, o crescimento da produção e a entrada de combustível vindo de outros Estados ampliaram a oferta em São Paulo, levando os compradores a negociar de maneira mais cautelosa.
- Entre os dias 6 e 10 de julho, o etanol hidratado foi negociado, em média, a R$ 2,1800 por litro, com queda semanal de 2,80%. O etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, recuou 4,44% e fechou o período cotado a R$ 2,4662 por litro.
- Os resultados reforçam a diferença entre os dois mercados neste momento da safra. O açúcar encontra sustentação na postura firme dos vendedores, enquanto o etanol permanece pressionado pelo aumento da disponibilidade e pela atuação seletiva dos compradores.