3 de outubro de 2026
Alimentos ficam mais baratos em agosto, mas leite, frutas e carnes registram alta no supermercado
Publicado em 11 de setembro de 2026 - 14h49
  1. Os preços dos alimentos ajudaram a reduzir a inflação brasileira em agosto, mas a queda não atingiu todos os produtos. Enquanto itens como batata, cenoura, cebola e tomate ficaram mais baratos, produtos como leite, frutas e carnes registraram aumento, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  2. O grupo Alimentação e bebidas apresentou retração de 0,34% em agosto, marcando o terceiro mês consecutivo de queda nos preços. O resultado contribuiu para a deflação geral de 0,32% registrada no mês, influenciada também pela redução da conta de energia elétrica após o Bônus de Itaipu.
  3. Entre os alimentos que mais tiveram redução de preço estão a batata-inglesa, com queda de 19,89%, seguida pela cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%). A redução está relacionada principalmente ao aumento da oferta de alguns produtos agrícolas e às condições mais favoráveis para determinadas culturas durante o período.
  4. Apesar da queda média no grupo, alguns alimentos ficaram mais caros para o consumidor. O leite longa vida subiu 1,78%, as frutas tiveram alta de 0,84% e as carnes aumentaram 0,61% em agosto. A alimentação fora de casa também registrou avanço, com alta de 0,36%, puxada pelo aumento no preço de refeições e lanches.
  5. O resultado do mês trouxe alívio para o bolso dos consumidores, mas especialistas alertam que fatores climáticos podem influenciar os próximos meses. O fenômeno El Niño, previsto para atuar com forte intensidade, pode afetar a produção agrícola e pressionar novamente os preços caso provoque perdas nas lavouras.
  6. Além dos alimentos, outros setores contribuíram para a redução da inflação em agosto. As passagens aéreas tiveram queda de 13,17%, enquanto combustíveis como etanol, diesel e gasolina também registraram redução.
  7. Mesmo com a queda dos preços em agosto, o cenário para o restante do ano ainda depende do comportamento das safras, das condições climáticas e de fatores externos que podem afetar custos de produção e transporte.
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