- As condições climáticas típicas do inverno no Sul do Brasil têm acendido um alerta para os produtores de leite. A combinação de frio, ventos e alta umidade aumenta os desafios no manejo do rebanho e pode comprometer tanto a saúde dos animais quanto a produtividade das propriedades.
- Especialistas explicam que as vacas da raça Holandesa, predominantes na produção leiteira da região, apresentam boa resistência às baixas temperaturas. No entanto, ambientes úmidos, com excesso de barro e áreas encharcadas, favorecem o surgimento de problemas sanitários, exigindo atenção redobrada dos produtores.
- Entre os principais riscos está o aumento da incidência de mastite, inflamação da glândula mamária que reduz a produção e afeta a qualidade do leite. Além disso, a umidade excessiva contribui para doenças nos cascos, dificultando a locomoção dos animais e comprometendo seu bem-estar.
- Os cuidados também devem ser intensificados com bezerras e animais jovens, mais suscetíveis a doenças respiratórias durante o período de frio. A recomendação é manter instalações limpas, secas, protegidas do vento e com camas adequadas, reduzindo o estresse e a exposição às variações climáticas.
- Além da estrutura das instalações, técnicos reforçam que o manejo nutricional, a oferta de água de qualidade e o acompanhamento constante da sanidade do rebanho são fundamentais para minimizar os impactos do inverno. Medidas preventivas ajudam a preservar a produtividade da atividade leiteira e garantem melhores condições de bem-estar aos animais durante os meses mais frios.