- Os comprovantes de pagamentos realizados pelo Pix não poderão mais conter publicidade, propagandas, ofertas comerciais, links externos ou qualquer outro conteúdo que não esteja relacionado à transação. A mudança foi determinada pelo Banco Central (BC) e entrará em vigor em 1º de março de 2027.
- Segundo o BC, a medida faz parte de uma atualização das regras de experiência e segurança do Pix e tem como objetivo garantir que o comprovante cumpra exclusivamente a função de registrar e demonstrar a operação realizada.
- A restrição também busca reduzir o risco de que os comprovantes sejam utilizados como meio para aplicação de golpes, principalmente por meio de links direcionados a páginas fraudulentas.
O que poderá aparecer no comprovante
- A partir de março de 2027, as instituições financeiras que oferecem o Pix não poderão incluir nos comprovantes:
- Propagandas;
- Publicidade;
- Ofertas comerciais;
- Hiperlinks;
- Conteúdos que não estejam relacionados à transação.
- Na prática, o documento deverá apresentar apenas as informações necessárias para identificar e comprovar o pagamento realizado.
Contestação de golpes pelo MED terá mudanças
- O Banco Central também anunciou alterações na experiência de uso do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta utilizada para contestar transações do Pix relacionadas a fraudes e golpes.
- A nova sistemática deverá tornar o processo mais simples para o usuário e permitir que sejam apresentadas mais informações durante a contestação. As telas dos aplicativos deverão utilizar uma linguagem mais próxima do cotidiano, facilitando a identificação do tipo de golpe sofrido.
- O usuário também poderá:
- Explicar detalhadamente o que aconteceu;
- Apresentar informações sobre a transação contestada;
- Anexar documentos;
- Enviar comprovantes que contribuam para a análise do caso.
- As informações poderão ser utilizadas tanto pela instituição financeira da vítima quanto pela instituição que recebeu os recursos.
MED não vale para qualquer problema de compra
- O Banco Central reforça que o MED é destinado exclusivamente a situações envolvendo fraude ou golpe no Pix. O mecanismo não funciona como um sistema geral de reembolso para problemas relacionados a compras ou transferências.
- Por isso, casos de desacordo comercial não se enquadram no mecanismo. Entre os exemplos estão:
- Produto que não foi entregue no prazo;
- Mercadoria diferente daquela adquirida;
- Insatisfação com determinado produto ou serviço.
- Nessas situações, o consumidor deverá procurar os canais de atendimento apropriados para tentar solucionar o problema.
Prazo para contestação permanece em 80 dias
- Apesar das mudanças na apresentação e utilização do mecanismo, os prazos gerais do MED permanecem os mesmos.
- O usuário terá até 80 dias após a transação para solicitar a devolução dos valores quando a situação se enquadrar nas regras do mecanismo.
- Após a contestação, a instituição financeira terá até 11 dias para informar se o pedido foi considerado procedente e indicar os próximos passos.
- A devolução não é garantida automaticamente. Entre os fatores considerados estão a existência de dinheiro disponível na conta que recebeu os recursos e a aceitação da contestação pela instituição financeira responsável pela conta recebedora.
Novas regras para contatos favoritos
- Outra mudança anunciada pelo Banco Central envolve a função de contatos favoritos para pagamentos.
- As instituições financeiras deverão armazenar a chave Pix utilizada na transação. Além disso, o usuário deverá ser alertado caso a identificação do recebedor vinculada à chave cadastrada como favorita seja alterada.
- A medida pretende aumentar a transparência e oferecer uma camada adicional de segurança antes que o cliente realize novos pagamentos para contatos já salvos.
Regras começam a valer em março de 2027
- As novas exigências entram em vigor em 1º de março de 2027. Até essa data, as instituições financeiras deverão adaptar seus sistemas para atender às determinações do Banco Central.
- As alterações fazem parte das medidas adotadas pela autoridade monetária para ampliar a segurança do Pix, melhorar a clareza das informações apresentadas aos usuários e aperfeiçoar os mecanismos de contestação de transações suspeitas.