3 de outubro de 2026
Banco Central revela R$ 5,65 bilhões esquecidos em bancos; milhões de brasileiros podem consultar valores
Publicado em 09 de setembro de 2026 - 11h17
  1. O Banco Central informou que R$ 5,65 bilhões em valores esquecidos permaneciam disponíveis para resgate em bancos e outras instituições financeiras até julho de 2026. O montante representa uma alta em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados no mês anterior e pode ser consultado gratuitamente por pessoas físicas e empresas por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR).
  2. Do total disponível, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas, enquanto aproximadamente R$ 1,40 bilhão pode ser recuperado por cerca de 2,19 milhões de empresas. Os recursos são provenientes de diferentes situações, como contas encerradas com saldo disponível, tarifas cobradas indevidamente, valores de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito.
  3. Apesar do volume bilionário, a maior parte dos beneficiários possui valores pequenos para recuperar. Segundo o Banco Central, 69,45% das pessoas têm entre R$ 0,01 e R$ 10 disponíveis. Outros 18,97% possuem valores entre R$ 10,01 e R$ 100, enquanto 9,35% têm quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil. Apenas 2,22% dos beneficiários possuem mais de R$ 1 mil para resgatar.
  4. Os bancos concentram a maior parte dos recursos disponíveis, com R$ 2,38 bilhões. Na sequência aparecem as administradoras de consórcios, com R$ 1,96 bilhão, e as cooperativas de crédito, com R$ 762,7 milhões. Também há valores em instituições de pagamento, financeiras, corretoras e distribuidoras.
  5. Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares. Desse total, cerca de R$ 11,9 bilhões foram destinados a pessoas físicas e aproximadamente R$ 4,2 bilhões a empresas. Somando os valores já devolvidos ao estoque ainda disponível, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos que pertencem aos cidadãos e empresas.
  6. Somente em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados pelos beneficiários. O Banco Central também informou que parte dos valores anteriormente disponíveis foi direcionada pelo governo federal para programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola, por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
  7. A consulta dos valores deve ser feita exclusivamente pelo Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Pessoas físicas precisam informar CPF e data de nascimento, enquanto empresas devem utilizar CNPJ e os dados solicitados pelo sistema. Caso existam valores disponíveis, o usuário precisa acessar a plataforma com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate.
  8. O pagamento pode ser realizado por Pix quando a opção estiver disponível no sistema. Nos casos em que essa alternativa não aparece, o cidadão deve entrar em contato diretamente com a instituição financeira responsável para solicitar a devolução.
  9. Desde maio de 2025, pessoas físicas também podem ativar o resgate automático dos valores a receber. A funcionalidade é opcional e exige conta Gov.br de nível prata ou ouro, autenticação em duas etapas ativada e uma chave Pix vinculada ao CPF.
  10. O Banco Central reforça o alerta contra golpes envolvendo os valores esquecidos. A instituição informa que não envia links por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail, não solicita senhas e não cobra taxas para liberar os recursos. A consulta e o pedido de devolução devem ser feitos apenas pelos canais oficiais.
  11. O sistema também permite verificar valores deixados por pessoas falecidas. Nesse caso, o acesso é limitado a herdeiros, inventariantes, testamentários ou representantes legais que cumpram os requisitos exigidos pelo Banco Central.
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