- O preço de alimentos bastante presentes na mesa dos brasileiros registrou queda em agosto, trazendo a possibilidade de algum alívio para o orçamento das famílias. Segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na terça-feira (22), batata, cebola, alface e mamão ficaram mais de 10% baratos no atacado. Enquanto esses produtos apresentaram redução, o tomate seguiu na direção contrária, com alta de 18,13% no período.
- A batata registrou queda média de 11,6% nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pela Conab, encerrando agosto com preço médio de R$ 2,63 por quilo. A maior redução ocorreu em Rio Branco, no Acre, onde o produto ficou 46,35% mais barato. Curitiba, Rio de Janeiro e São José, em Santa Catarina, também apresentaram recuos expressivos.
- O aumento da oferta contribuiu para a queda pelo segundo mês consecutivo, interrompendo uma sequência de altas observada desde fevereiro. Apesar da redução recente, os preços da batata ainda permanecem acima dos registrados no mesmo período de 2025.
- A cebola também ficou mais barata, com redução média de 13,8% em agosto. O recuo foi registrado em nove das dez centrais analisadas, impulsionado principalmente pelo aumento das remessas de Minas Gerais e São Paulo, responsáveis por metade do volume comercializado nos entrepostos pesquisados. Em Recife, a queda chegou a 25,45%.
- Já a alface apresentou redução média de 14,8%, mesmo com uma diminuição de 4,3% na quantidade ofertada em relação a julho. Segundo a Conab, a produção da safra de inverno foi suficiente para atender à demanda, enquanto as chuvas nas principais regiões produtoras não provocaram prejuízos significativos à colheita.
- Entre as frutas, o mamão se destacou com queda média de 10,9%, influenciada pelo aumento da oferta das variedades formosa e papaya. A maior disponibilidade do produto está relacionada à ampliação dos envios do sul da Bahia e do norte do Espírito Santo. Em Vitória, os preços recuaram 43,74%, enquanto São Paulo registrou redução de 23,20%.
- A melancia e a laranja também ficaram mais baratas, com quedas de 3,24% e 0,95%, respectivamente. No caso da melancia, o aumento da produção em Goiás e Tocantins ajudou a ampliar a oferta, mesmo diante da maior procura provocada pelas temperaturas elevadas.
- Na contramão dos demais produtos, o tomate apresentou valorização média de 18,13%. Após o pico da safra de inverno, em julho, a quantidade disponível no mercado diminuiu. As condições climáticas também interferiram na maturação dos frutos, contribuindo para o aumento dos preços. Em São Paulo, a alta chegou a 38,58%.
- O levantamento também mostrou crescimento de 4,5% na comercialização de frutas nas Ceasas entre julho e agosto. No mercado internacional, as exportações brasileiras de frutas e hortaliças alcançaram 789 mil toneladas nos primeiros oito meses de 2026, volume 10,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
- O faturamento das vendas externas chegou a US$ 1,01 bilhão, crescimento de 20% na comparação anual, com destaque para a ampliação das exportações de manga, abacate, mamão, melancia e maçã.
- Apesar da redução observada no atacado, o consumidor pode encontrar preços diferentes nos supermercados e feiras, já que os valores finais dependem de fatores como transporte, distribuição e condições de comercialização de cada região.