5 de julho de 2026
Brasil completa 20 anos sem febre aftosa e reforça vigilância para proteger rebanhos
Publicado em 22 de junho de 2026 - 08h34
  1. O Brasil completa em 2026 duas décadas sem registros de focos de febre aftosa, um marco considerado estratégico para a pecuária nacional. O avanço sanitário ganha ainda mais relevância após o país ter recebido, em 2025, o reconhecimento internacional como livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal, a OMSA.
  2. A certificação internacional abrange todas as regiões do país e confirma a evolução das ações de defesa agropecuária desenvolvidas ao longo dos últimos anos. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o resultado é fruto do fortalecimento dos serviços veterinários oficiais, da modernização da vigilância sanitária e da transição gradual de áreas livres com vacinação para áreas livres sem vacinação.
  3. Apesar da conquista, especialistas do setor alertam que o novo status aumenta a responsabilidade do país na proteção dos rebanhos. A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa, que atinge bovinos, suínos, ovinos, caprinos e outros animais de casco fendido, podendo causar grandes prejuízos econômicos e restrições ao comércio internacional.
  4. O último foco da doença no Brasil foi registrado em 2006, nos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná. Desde então, o país avançou em políticas de controle, prevenção e vigilância, até alcançar o reconhecimento como área livre da doença sem necessidade de vacinação.
  5. Mesmo com o cenário positivo, o risco de reintrodução do vírus não é descartado. Casos registrados em outros países mostram que a doença continua circulando no mundo, o que exige fiscalização constante nas fronteiras, estrutura de resposta rápida e notificação imediata de qualquer suspeita.
  6. O reconhecimento também tem impacto direto no mercado externo. Em junho de 2026, a China reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, medida considerada importante para ampliar a confiança sanitária e fortalecer as relações comerciais com o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro.
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