3 de outubro de 2026
China habilita quatro novos frigoríficos brasileiros e amplia mercado para carnes
Publicado em 30 de setembro de 2026 - 09h34
  1. A China habilitou quatro novos frigoríficos brasileiros para exportação de produtos de origem animal ao país asiático. A autorização foi comunicada nesta terça-feira (29), poucos dias após uma missão de autoridades sanitárias chinesas que percorreu unidades brasileiras entre 20 e 26 de setembro. Com as novas liberações, o Brasil passou a contar com 150 estabelecimentos habilitados para vender produtos de origem animal ao mercado chinês.
  2. Entre os novos estabelecimentos autorizados estão duas unidades produtoras de carne bovina: a Supremo Carnes Ltda., de Carlos Chagas (MG), e a Masterboi Ltda., de Canhotinho (PE). Outras duas receberam autorização para produtos de aves: a Avivar Alimentos S/A, de São Sebastião do Oeste (MG), e a Cooperativa Dália Alimentos Ltda., de Arroio do Meio (RS). Os registros têm validade de cinco anos.
  3. A liberação ocorreu depois de uma missão sanitária chinesa que avaliou o sistema brasileiro de controle de produtos de origem animal. Durante a visita, foram vistoriados frigoríficos, laboratórios e propriedades rurais. Ao todo, 17 unidades das cadeias de bovinos, suínos e aves estavam no roteiro da missão.
  4. Com a atualização, a relação brasileira chega a 69 unidades de carne bovina, 61 de aves e 19 de suínos autorizadas a exportar para a China. A ampliação reforça a presença do agronegócio brasileiro em um dos principais mercados consumidores de proteína animal do mundo.
  5. A nova rodada de habilitações também ocorre em uma semana de avanço nas negociações sanitárias entre os dois países. No sábado (26), Brasil e China formalizaram um protocolo que autoriza a exportação de miúdos internos, pele e ossos de suínos brasileiros para o mercado chinês. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a abertura desse mercado pode representar mais de US$ 100 milhões em receita para o setor.
  6. No caso da carne bovina, porém, a ampliação das plantas habilitadas ocorre em um momento de mudança nas regras comerciais. A China informou nesta terça-feira que o Brasil atingiu 100% da cota anual de carne bovina sujeita à salvaguarda, estabelecida em cerca de 1,106 milhão de toneladas para 2026. O volume que ultrapassar a cota ficará sujeito a uma tarifa adicional de 55%, conforme as regras chinesas.
  7. Isso significa que a nova habilitação abre oficialmente a possibilidade de exportação para as duas plantas de carne bovina, mas o acesso ao mercado chinês também passa a depender das condições da cota e das tarifas aplicadas ao excedente.
  8. A decisão chinesa representa, ainda assim, uma ampliação do número de empresas brasileiras autorizadas a disputar esse mercado. Para as cadeias de bovinos e aves, a habilitação sanitária é uma etapa necessária para que os frigoríficos possam comercializar seus produtos oficialmente na China.
  9. A porteira foi aberta para quatro novos estabelecimentos, mas, no caso da carne bovina, o cenário comercial exige atenção às regras de cota que acabam de entrar em vigor.
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