5 de julho de 2026
Com gasolina a até R$ 6,94, Corumbá tem preço médio acima da média nacional
Publicado em 17 de março de 2026 - 07h34

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) divulga semanalmente o levantamento de preços de combustíveis no Brasil. Até quinta-feira (14), Corumbá lidera o preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul. O valor é 11,3% mais alto que a média do Estado e fica 6,5% acima da média nacional.

Gasolina comum custa, em média, R$ 6,88 em Corumbá. No entanto, o combustível chega ao preço máximo de R$ 6,94. O valor médio brasileiro é de R$ 6,46, e de R$ 6,18 em MS. O óleo diesel, pesquisado em um único posto na cidade, foi encontrado a R$ 7,17. Nesse caso, a média do país é de R$ 6,80 e do Estado, de R$ 6,33.

Dourados, maior município do interior de MS, tem preço médio da gasolina comum de R$ 6,44 e o máximo, R$ 6,79. O diesel é vendido por R$ 6,48, em média. Ou seja, R$ 0,69 a menos que em Corumbá. Lá, a ANP também pesquisou o etanol: R$ 4,39 em média e R$ 4,49 no máximo.

 

Já em Ponta Porã, apenas os valores de etanol e gasolina foram levantados pela ANP. A gasolina custa, em média R$ 6,38 – isto é, R$ 0,50 a menos que em Corumbá. O preço máximo é de R$ 6,53. O álcool custa R$ 4,61 em média e R$ 4,51 no máximo.

Preço alto na Capital

Conforme o levantamento da ANP, na Capital de MS, Campo Grande, a gasolina custava R$ 6,05 em média até a última quinta-feira (14). O diesel, R$ 6,28; e o etanol, R$ 4,21.

No entanto, a pesquisa mostra preços em 14 postos de combustível na segunda-feira (16) e a gasolina já disparou desde a última semana. A reportagem encontrou o combustível por valores entre R$ 6,39 e R$ 6,09.

Entenda

preço internacional do barril do petróleo disparou desde o fim de fevereiro, por conta do fechamento parcial do estreito de Ormuz, no Irã. A passagem é importante para a distribuição de combustível ao mundo. No entanto, especialistas indicam que o preço demoraria a subir nas bombas, já que o petróleo vendido a preços mais altos ainda precisam passar pelo processo de refino e distribuição até chegar ao consumidor final.

Para o Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de MS), esta é a maior alta dos últimos oito anos no Estado. O sindicato culpa fornecedoras pela alta, que ocorreu antes mesmo da Petrobras anunciar aumento. “As distribuidoras não só reajustaram seus preços, como também entraram em adequação de produtos, principalmente o diesel”, explica Edson Lazarotto, presidente do Sinpetro-MS.

Na sexta-feira (13), a Petrobras anunciou aumento de R$ 0,38 no diesel, mas ainda não houve alteração no preço da gasolina. Ou seja, a alta em Mato Grosso do Sul segue sem explicação factual. O Procon-MS realiza, na quinta-feira (19), reunião com distribuidoras para discutir as oscilações no preço internacional e avaliar de que forma isso influencia a formação de preços nos postos sul-mato-grossenses.
Midiamax

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