19 de agosto de 2026
Diferença salarial entre homens e mulheres é menor no terceiro setor, aponta IBGE
Publicado em 25 de junho de 2026 - 15h53
  1. A diferença salarial entre homens e mulheres é menor nas entidades sem fins lucrativos do que nas empresas e na administração pública. A constatação faz parte de levantamento divulgado nesta quinta-feira, 25 de junho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, com base no Cadastro Central de Empresas, o Cempre.
  2. Segundo o estudo, o Brasil tinha, em 2024, 10,6 milhões de empresas e organizações ativas. No conjunto analisado, o salário médio mensal era de R$ 3,9 mil, valor equivalente a 2,8 salários mínimos daquele ano. Quando os dados são separados por sexo, os homens recebiam, em média, R$ 4,2 mil, enquanto as mulheres ganhavam R$ 3,9 mil. Isso significa que a remuneração feminina correspondia a 85,8% da masculina.
  3. O cenário mais equilibrado foi identificado nas entidades sem fins lucrativos. Nesse grupo, as mulheres recebiam 95,3% da remuneração dos homens. O salário médio feminino era de R$ 3.589,82, enquanto o masculino chegava a R$ 3.768,81. Entram nessa categoria organizações sociais, fundações privadas, sindicatos, condomínios, entidades religiosas e outras instituições sem finalidade lucrativa.
  4. Já nas empresas, a desigualdade aparece de forma mais acentuada. De acordo com o levantamento, as mulheres recebiam o equivalente a 78,1% do salário dos homens, com média de R$ 2.996,79 para elas e R$ 3.838,67 para eles. Na administração pública, a remuneração feminina correspondia a 82% da masculina, com média de R$ 4.967,51 para mulheres e R$ 6.058,19 para homens.
  5. Para o IBGE, a menor diferença observada no terceiro setor ainda precisa ser analisada com mais profundidade. Uma das hipóteses apontadas é a forte presença dessas entidades em áreas como assistência social, saúde e serviços sociais, setores que costumam ter maior participação feminina no mercado de trabalho.
  6. Apesar da existência da Lei nº 14.611/2023, que trata da igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens, os dados mostram que a diferença média de remuneração ainda persiste no país. A legislação prevê igualdade para trabalho de igual valor ou exercício da mesma função.
  7. O levantamento também mostra a dimensão do mercado formal analisado pelo Cempre. As empresas e organizações ativas no país empregavam 68 milhões de pessoas em 2024. Desse total, 54,2 milhões eram assalariadas e 13,8 milhões eram sócias ou proprietárias.
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