- O dólar encerrou a sexta-feira (31) em leve alta, cotado a R$ 5,069, em um movimento influenciado pela busca dos investidores por segurança diante do aumento das tensões no Oriente Médio e pelo fortalecimento da moeda norte-americana no mercado internacional. Apesar da valorização no último pregão do mês, a divisa acumulou queda de 1,82% em julho, enquanto o Ibovespa terminou o período com avanço de 3,47%.
- No mercado brasileiro, o principal índice da Bolsa de Valores, o Ibovespa, fechou o dia com alta de 0,47%, aos 177.999 pontos, alcançando o maior nível de fechamento desde 14 de maio. O resultado confirmou a recuperação do indicador, que interrompeu uma sequência de quatro meses consecutivos de perdas e encerrou julho com desempenho positivo.
- A movimentação dos mercados ocorreu em meio ao aumento da preocupação global com os conflitos no Oriente Médio. As novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o confronto envolvendo o Irã, além da continuidade das tensões na Faixa de Gaza, elevaram a procura por ativos considerados mais seguros, favorecendo o dólar.
- Outro fator que contribuiu para a valorização da moeda americana foi a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O movimento ganhou força após integrantes do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, defenderem uma postura mais rígida em relação aos juros.
- Mesmo com a alta registrada no último dia de julho, o dólar acumula queda de 7,73% em 2026. Entre os fatores que ajudaram o real a ganhar força estão a valorização do petróleo, que beneficia o Brasil por ser um dos países exportadores da commodity, a entrada de investimentos estrangeiros e o nível elevado dos juros brasileiros, que mantém operações financeiras como o carry trade atrativas para investidores internacionais.
- O pregão desta sexta-feira também foi marcado por um atraso de mais de duas horas na abertura dos mercados da B3 devido a um problema técnico. Segundo a bolsa brasileira, a falha teve origem em um componente tecnológico da infraestrutura de pós-negociação e não apresentou sinais de ataque cibernético. Apesar do contratempo, os negócios seguiram normalmente durante a tarde e não houve impacto relevante no fechamento dos ativos.
- No mercado internacional de petróleo, os preços registraram forte valorização em julho. O barril do Brent encerrou o mês cotado a US$ 87,93, com alta de 23,5% no período, enquanto o WTI terminou a US$ 84,67, acumulando avanço de 21,8%. A alta foi impulsionada principalmente pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelos receios de possíveis impactos no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de circulação da commodity no mundo.
- O mercado agora acompanha os próximos passos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que deve discutir os níveis de produção da commodity em sua próxima reunião.
Principais indicadores do mercado:
- Dólar: R$ 5,069 — alta de 0,13% no dia e queda de 1,82% em julho.
Ibovespa: 177.999 pontos — alta de 0,47% no dia e avanço de 3,47% em julho.
Ibovespa em 2026: alta acumulada de 10,47%.
Petróleo Brent: US$ 87,93 — alta de 1,21% no dia e 23,5% em julho.
Petróleo WTI: US$ 84,67 — alta de 1,29% no dia e 21,8% em julho.