3 de outubro de 2026
Exportações brasileiras de carne suína superam 1 milhão de toneladas em 2026 com avanço nas compras da Ásia
Publicado em 10 de setembro de 2026 - 08h50

As exportações brasileiras de carne suína ultrapassaram pela primeira vez a marca de 1 milhão de toneladas no acumulado de janeiro a agosto de 2026, impulsionadas pelo aumento das compras de países asiáticos como Japão, China e Vietnã. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil embarcou 1,057 milhão de toneladas no período, crescimento de 8,9% em comparação com as 970,3 mil toneladas registradas no mesmo intervalo de 2025.

Apesar do avanço no volume exportado, a receita apresentou crescimento mais moderado. O faturamento acumulado chegou a US$ 2,447 bilhões, alta de 4,8% em relação aos US$ 2,335 bilhões registrados no ano anterior.

Somente em agosto, os embarques brasileiros alcançaram 131,1 mil toneladas, aumento de 8% na comparação com agosto de 2025, quando foram exportadas 121,5 mil toneladas. A receita, porém, teve leve retração de 1,7%, passando de US$ 294,9 milhões para US$ 289,9 milhões.

A expansão das vendas externas foi marcada pela maior diversificação dos destinos. As Filipinas permaneceram como principal comprador em agosto, com 23,3 mil toneladas adquiridas, embora tenham registrado queda de 30,4% no volume importado.

O Japão foi um dos destaques do período, aumentando em 92,9% as compras de carne suína brasileira, com 16,5 mil toneladas importadas. A China também ampliou a participação, recebendo 15,2 mil toneladas, crescimento de 45,9% em relação ao mesmo período anterior.

Outros mercados asiáticos também apresentaram crescimento nas compras. O Vietnã elevou suas importações em 38,3%, enquanto Singapura aumentou em 25,2% o volume adquirido do Brasil.

Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional, com 64,1 mil toneladas embarcadas em agosto, crescimento de 12,6%. O Paraná registrou avanço de 24,3%, com 22,8 mil toneladas exportadas, enquanto o Rio Grande do Sul enviou 30,4 mil toneladas ao mercado internacional.

Para a ABPA, os resultados refletem a manutenção da demanda global pela proteína brasileira e demonstram a estratégia de ampliar a presença em diferentes mercados, reduzindo a dependência de poucos compradores e fortalecendo a competitividade do setor.

O desempenho das exportações reforça a posição do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de carne suína, especialmente diante do crescimento da demanda asiática por proteína animal.

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