- O Ibama aplicou cerca de R$ 2,62 milhões em multas após uma força-tarefa realizada em São Paulo para apurar infrações ambientais ligadas ao derramamento de óleo e outras substâncias nocivas na Bacia de Santos.
- A fiscalização ocorreu durante o mês de junho e resultou na emissão de 100 autos de infração. O trabalho teve como foco atividades realizadas em plataformas de exploração e produção de petróleo em alto-mar, além de embarcações de apoio que atuam na região.
- Durante a operação, agentes especializados em emergências ambientais e climáticas analisaram processos, reuniram informações técnicas e produziram 30 laudos técnicos e de constatação. Esses documentos serviram de base para as medidas administrativas adotadas pelo órgão ambiental.
- A ação também contou com o apoio de ferramentas tecnológicas. Uma delas foi um agente de inteligência artificial desenvolvido para auxiliar na extração de informações relevantes dos processos e na elaboração de modelos de laudos técnicos, tornando as análises mais rápidas e padronizadas.
- Além disso, o Ibama utilizou dois aplicativos de apoio à fiscalização: o ProMar, que calcula a distância entre os locais das ocorrências e os municípios costeiros mais próximos, e o FiscFlow, usado para organizar a fila de processos e gerar relatórios automatizados.
- Segundo o órgão, o uso dessas ferramentas contribuiu para dar mais agilidade ao trabalho das equipes e reforçar a responsabilização administrativa em casos de poluição causada por óleo e outras substâncias prejudiciais ao ambiente marinho.
- A Bacia de Santos é uma das principais áreas de exploração de petróleo do país, o que torna a fiscalização ambiental essencial para reduzir riscos de acidentes e garantir que empresas e operadores cumpram as normas de segurança e proteção ambiental.