3 de outubro de 2026
INPC cai 0,32% em agosto e registra menor inflação desde 2022, influenciando reajustes salariais
Publicado em 11 de setembro de 2026 - 15h01
  1. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou queda de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a menor variação do indicador desde setembro de 2022, quando também houve retração de 0,32%, e mantém impacto direto nas futuras correções salariais de diversas categorias profissionais.
  2. No acumulado dos últimos 12 meses, o INPC soma alta de 3,98%. Em julho, o índice havia registrado deflação de 0,01%, enquanto em agosto de 2025 a variação negativa havia sido de 0,21%.
  3. O principal fator responsável pela queda do indicador foi o grupo Habitação, que apresentou redução de 2,17% e impacto negativo de 0,38 ponto percentual no resultado final. A retração ocorreu principalmente por causa do Bônus de Itaipu, desconto aplicado nas contas de energia elétrica dos consumidores durante o mês de agosto.
  4. O INPC é considerado um indicador importante para trabalhadores porque costuma ser utilizado como referência em negociações coletivas e reajustes salariais. O índice acumulado em 12 meses serve de base para diversas categorias ao longo do ano.
  5. O cálculo do salário mínimo, por exemplo, considera o resultado do INPC acumulado até novembro. Já benefícios como seguro-desemprego, teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pagamentos previdenciários acima do piso nacional utilizam como referência o acumulado até dezembro.
  6. Apesar de também medir a inflação ao consumidor, o INPC possui diferenças em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Enquanto o INPC acompanha famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, o IPCA considera domicílios com renda entre um e 40 salários mínimos.
  7. Outra diferença está na composição da cesta de produtos analisada. O INPC acompanha os preços de 367 produtos e serviços, enquanto o IPCA considera 377 itens. Além disso, os pesos atribuídos aos grupos de consumo são diferentes: os alimentos representam cerca de 25% do INPC, devido ao maior impacto desse gasto no orçamento das famílias de menor renda, enquanto no IPCA esse peso fica próximo de 21%.
  8. Segundo o IBGE, o objetivo do INPC é medir a variação dos preços da cesta de consumo da população assalariada de menor rendimento, permitindo acompanhar mudanças no poder de compra dos salários.
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