1 de setembro de 2026
Maior oferta de carne suína deve segurar alta dos preços no fim de 2026, aponta análise do mercado
Publicado em 28 de agosto de 2026 - 08h55
  1. O aumento da produção de carne suína deve limitar a alta dos preços no fim de 2026, mesmo com a expectativa de crescimento do consumo no período de festas e maior demanda interna. A avaliação é de que a oferta mais elevada deve ajudar a equilibrar o mercado e reduzir a pressão sobre as cotações do produto.
  2. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o abate de suínos alcançou 15,58 milhões de animais no segundo trimestre de 2026, resultado 3,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com os três primeiros meses do ano, o avanço foi de 2%, indicando crescimento da produção nacional.
  3. Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o volume de animais abatidos deve atingir seu ponto mais elevado entre julho e setembro, período tradicionalmente marcado por maior oferta. O movimento ocorre enquanto frigoríficos se preparam para atender ao aumento da procura esperado para o fim do ano, quando cresce o consumo de proteínas nas celebrações e no mercado interno.
  4. Apesar do cenário positivo para o abastecimento, a maior disponibilidade de animais já começa a influenciar os preços pagos aos produtores. Em Santa Catarina, importante polo da produção suína brasileira, o suíno vivo era negociado a R$ 4,56 por quilo em 26 de agosto, com queda de 5,98% no mês. Na Grande São Paulo, a carcaça suína especial registrou recuo de 10,22%, chegando a R$ 7,38 por quilo.
  5. Para o consumidor, o aumento da oferta pode representar menor pressão sobre os preços da carne suína nos próximos meses. No entanto, fatores como custos de produção, comportamento das exportações e demanda internacional continuam sendo acompanhados pelo setor.
  6. O Brasil possui uma das cadeias de produção de carne suína mais estruturadas do mundo, com forte presença de tecnologia, genética e controle sanitário. O equilíbrio entre produção e consumo será determinante para definir o comportamento dos preços até o encerramento de 2026.
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