5 de julho de 2026
Alimentos puxam inflação de maio, e IPCA chega a 4,72% em 12 meses
Publicado em 12 de junho de 2026 - 15h41
  1. A inflação oficial do país ficou em 0,58% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mostra desaceleração em relação a abril, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) havia registrado alta de 0,67%.
  2. Mesmo com a perda de ritmo no mês, o indicador acumula alta de 3,20% no ano e chegou a 4,72% nos últimos 12 meses. Com isso, o índice ficou acima do limite superior da meta de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
  3. O principal peso sobre o IPCA de maio veio do grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,33% e respondeu por metade da inflação do mês. Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento das famílias estão a batata-inglesa, o tomate, a cebola e as carnes.
  4. A alimentação dentro de casa teve alta de 1,65%. A batata-inglesa foi um dos destaques, com aumento de 44,69%, seguida pelo tomate, que subiu 20,62%, e pela cebola, com avanço de 16,80%. As carnes também ficaram mais caras, com alta de 1,39%. Por outro lado, café moído e frutas registraram queda no período.
  5. Além dos alimentos, o grupo habitação também influenciou o resultado, com alta de 1,22%. O principal impacto veio da energia elétrica residencial, que subiu 3,67% em maio. A cobrança da bandeira tarifária amarela e reajustes aplicados em algumas regiões contribuíram para o aumento na conta de luz.
  6. Na direção contrária, o grupo transportes foi o único a apresentar queda, com recuo de 0,46%. A redução foi puxada pelos combustíveis, que ficaram 1,95% mais baratos no mês. O etanol caiu 6,20%, o óleo diesel recuou 2,34% e a gasolina teve baixa de 1,46%.
  7. Apesar do alívio nos combustíveis, a pressão dos alimentos e da energia manteve a inflação em patamar elevado. O resultado reforça a preocupação com o custo de vida, principalmente para as famílias que destinam maior parte da renda à compra de produtos básicos.
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