- O milho verde, um dos principais ingredientes das comidas típicas juninas, ficou mais caro em importantes polos do Nordeste durante o período de São João. A alta foi registrada em cidades como Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, onde a procura pelo produto aumentou com as festas tradicionais de junho.
- Na Paraíba, mesmo com expectativa de crescimento na produção, os preços subiram. Segundo as informações divulgadas, a safra deve ter aumento de cerca de 40%, favorecida pelas chuvas e pela melhora na qualidade das lavouras. Ainda assim, os custos de produção e a forte demanda pressionaram o valor da chamada mão de milho, que passou de aproximadamente R$ 46 para uma faixa entre R$ 50 e R$ 60.
- Em Campina Grande, levantamento local também apontou variação expressiva nos preços. A mão de milho, geralmente formada por cerca de 50 espigas, foi encontrada entre R$ 40 e R$ 70, dependendo do tamanho e da qualidade do produto. Espigas maiores e mais verdes tendem a custar mais, enquanto unidades menores ou mais maduras são vendidas por valores menores.
- Em Caruaru, a situação foi influenciada pela redução das chuvas, que provocou perdas estimadas em cerca de 10% para alguns produtores. Com menor oferta e grande procura, a espiga chegou a ser vendida por R$ 1,20 a unidade, enquanto a mão de milho ficou próxima de R$ 60, com possibilidade de novos reajustes.
- O aumento acompanha o movimento típico do período junino, quando o consumo de milho cresce por causa de pratos tradicionais como pamonha, canjica, mungunzá, bolo de milho e milho cozido. Em outros mercados do Nordeste, levantamentos também mostraram grande diferença de preços. Em Maceió, por exemplo, pesquisa do Procon identificou a mão de milho entre R$ 40 e R$ 70, diferença de R$ 30 entre os estabelecimentos pesquisados.