- Mato Grosso do Sul voltou a se destacar no cenário nacional da pecuária no primeiro trimestre de 2026, período considerado histórico para o agronegócio brasileiro. Impulsionado pela força do rebanho bovino, pela atuação da indústria frigorífica e pela participação na cadeia do couro, o Estado reforçou sua posição entre os principais polos de produção animal do país.
- De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil abateu 10,29 milhões de bovinos entre janeiro e março deste ano. O volume representa alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025 e marca o maior primeiro trimestre da série histórica iniciada em 1997.
- Embora Mato Grosso siga na liderança nacional, Mato Grosso do Sul permanece entre os estados que ajudam a sustentar o avanço da pecuária brasileira. O crescimento ocorre em um cenário de forte demanda da indústria frigorífica e de aumento da participação de fêmeas nos abates.
- Segundo o gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Oliveira, as fêmeas representaram 49,9% dos abates bovinos no país no primeiro trimestre, o maior percentual já registrado para o período. Esse movimento contribuiu para ampliar a oferta de animais e elevar a produção nacional de carne bovina.
- Além do desempenho nos frigoríficos, Mato Grosso do Sul também ganhou destaque na cadeia do couro. Os curtumes instalados no Estado receberam 12,1% de todas as peças de couro cru bovino processadas no Brasil no primeiro trimestre, colocando MS na terceira posição nacional, atrás apenas de Goiás e Mato Grosso.
- No cenário nacional, os curtumes receberam 10,75 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no período, volume praticamente estável em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Já a produção de carcaças bovinas chegou a 2,63 milhões de toneladas, crescimento de 5,1% frente ao mesmo intervalo de 2025.
- Os recordes também alcançaram outras proteínas. O Brasil abateu 15,27 milhões de suínos e 1,71 bilhão de frangos no primeiro trimestre, ambos os maiores resultados já registrados para o período. A produção de carne suína somou 1,43 milhão de toneladas, enquanto a de frango chegou a 3,73 milhões de toneladas.
- Outro indicador positivo veio da produção leiteira. A aquisição de leite cru pelas indústrias sob inspeção sanitária atingiu 6,78 bilhões de litros, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre. Apesar do avanço, o preço médio pago ao produtor ficou abaixo do observado no mesmo período de 2025, ainda que tenha apresentado recuperação ao longo dos três primeiros meses do ano.
- Campo Grande News