- O óleo de soja encerrou a última semana em alta na Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos, impulsionado pela expectativa de que o governo americano aumente as metas de uso de biocombustíveis para 2027. O contrato com vencimento em dezembro fechou cotado a US$ 0,7106 por libra-peso, valorização de 2,13%, segundo análise da StoneX.
- O mercado de óleo vegetal registrou forte volatilidade ao longo da semana. Os preços chegaram a recuar mais de 300 pontos após rumores de que as isenções concedidas a pequenas refinarias de combustíveis poderiam superar as projeções iniciais. Posteriormente, as cotações recuperaram força com a possibilidade de novas medidas para ampliar a demanda pelo produto.
- A movimentação foi influenciada pela expectativa de que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) eleve em aproximadamente 500 milhões de galões as metas de biocombustíveis para 2027. A medida ainda depende de confirmação oficial, mas o mercado avalia que uma possível ampliação poderia compensar parte da redução na demanda provocada pelas exceções concedidas a pequenas refinarias.
- As decisões relacionadas ao programa de biocombustíveis norte-americano são acompanhadas de perto pelos investidores, já que influenciam diretamente o consumo de óleos vegetais utilizados na produção de biodiesel e outros combustíveis renováveis.
- Em sentido contrário, o óleo de palma apresentou queda no período. O produto recuou 0,91%, encerrando cotado a US$ 1.227,90 por tonelada. Segundo analistas, a redução esteve relacionada a uma demanda internacional mais moderada por parte dos importadores, após uma semana anterior marcada por alta de 6,3%.
- O comportamento dos mercados de soja e palma segue sendo observado pelo setor agrícola global, principalmente devido às mudanças nas políticas energéticas dos Estados Unidos e aos impactos sobre a demanda por matérias-primas destinadas à produção de biocombustíveis.