5 de julho de 2026
Prévia da inflação desacelera em junho, mas energia e alimentos ainda pressionam o bolso
Publicado em 25 de junho de 2026 - 13h05
  1. A prévia da inflação oficial do país voltou a perder força em junho. Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, o IPCA-15, ficou em 0,41%, abaixo do resultado registrado em maio, quando havia marcado 0,62%. Com isso, o indicador desacelerou pelo segundo mês consecutivo.
  2. Apesar da perda de ritmo no mês, a inflação segue acumulando alta. No ano, o IPCA-15 chega a 3,45%. Em 12 meses, o avanço é de 4,80%, acima dos 4,64% observados no acumulado anterior. Em junho de 2025, a prévia da inflação havia sido de 0,26%.
  3. Os principais responsáveis pela alta de junho foram os grupos Alimentação e bebidas e Habitação. Juntos, eles responderam por cerca de dois terços do resultado do mês. Alimentação e bebidas subiu 0,74%, enquanto Habitação avançou 0,72%. Entre os itens que mais pesaram no orçamento das famílias, a energia elétrica residencial teve destaque, com alta de 2,04%, sendo o maior impacto individual no índice.
  4. No caso dos alimentos consumidos em casa, houve desaceleração em relação a maio, mas alguns produtos continuaram pressionando os preços. Batata-inglesa, tomate, feijão-carioca e cebola registraram altas no período. Por outro lado, café moído e frutas apresentaram queda, ajudando a reduzir parte da pressão sobre o indicador.
  5. O grupo Transportes, por sua vez, teve leve queda de 0,03%, influenciado principalmente pela redução nos combustíveis. O etanol caiu 5,30%, a gasolina recuou 0,73% e o óleo diesel teve baixa de 1,47% em junho. Esses recuos ajudaram a conter uma alta maior da prévia da inflação.
  6. Entre as regiões pesquisadas, Brasília teve a maior variação, com 0,93%, puxada principalmente pelas altas da passagem aérea e da gasolina. Já os menores resultados foram registrados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador, todos com 0,28%.
  7. O IPCA-15 utiliza a mesma metodologia do IPCA, considerado a inflação oficial do país, mas se diferencia pelo período de coleta dos preços e pela abrangência geográfica. Para o resultado de junho, os preços foram coletados entre 16 de maio e 16 de junho de 2026 e comparados com os valores praticados entre 16 de abril e 15 de maio.
Últimas Notícias
Veja Também