19 de agosto de 2026
Soja recorde sustenta safra brasileira de 347,4 milhões de toneladas em 2026
Publicado em 14 de julho de 2026 - 16h13
  1. A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 347,4 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (14), com base nos dados de junho. O volume representa crescimento de 0,4% sobre a produção de 2025, impulsionado principalmente pelo desempenho recorde da soja e pela ampliação da área cultivada no país.
  2. Apesar do avanço anual de 1,3 milhão de toneladas, a previsão ficou 0,8% abaixo da estimativa apresentada em maio. A revisão retirou aproximadamente 3 milhões de toneladas da projeção anterior, principalmente por causa da redução esperada na segunda safra de milho.
  3. A área a ser colhida deve chegar a 83,2 milhões de hectares, crescimento de 1,9% em relação ao ano passado. Na comparação com maio, porém, houve redução de aproximadamente 61 mil hectares.
  4. Soja, milho e arroz concentram 92,8% de toda a produção estimada e ocupam 87,4% da área prevista para colheita. A soja deve alcançar o recorde de 174,8 milhões de toneladas, crescimento de 5,3% frente a 2025. Já a produção de milho foi estimada em 136,5 milhões de toneladas, sendo 29,7 milhões na primeira safra e 106,8 milhões na segunda.
  5. A produção de arroz em casca deve atingir 11,2 milhões de toneladas. O levantamento também aponta 9,1 milhões de toneladas de algodão herbáceo, 6,6 milhões de toneladas de trigo e 5,6 milhões de toneladas de sorgo.
  6. O Centro-Oeste continua liderando a produção nacional, com 172,4 milhões de toneladas, o equivalente a 49,6% da safra brasileira. Em seguida aparecem o Sul, com 92,4 milhões; o Sudeste, com 30,8 milhões; o Nordeste, com 29,8 milhões; e o Norte, com 22,2 milhões de toneladas.
  7. Mato Grosso permanece como o maior produtor de grãos do Brasil, responsável por 31,3% do total. Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais aparecem na sequência. Juntos, os seis estados concentram 79,3% de toda a produção nacional prevista para 2026.
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