- O mercado brasileiro da soja encerrou a quinta-feira (9) com preços firmes, apesar de uma leve acomodação no principal indicador de exportação do país. Em Paranaguá (PR), a saca de 60 quilos caiu 0,11%, para R$ 140,25, mas ainda acumulou valorização de 4,99% em julho, sustentada pela menor disponibilidade de grãos a preços baixos no mercado interno.
- Os números mostram que a pequena queda diária não alterou o cenário de valorização observado desde o início do mês. Na quarta-feira (8), o indicador Cepea/Esalq de Paranaguá havia alcançado R$ 140,40, com avanço mensal de 5,11%.
- Segundo boletim da T&F Consultoria Agroeconômica, com informações da Agrinvest, a oferta de soja mais barata praticamente se esgotou no país. A consultoria estima que os produtores precisarão comercializar cerca de 20 milhões de toneladas entre julho e agosto para atender à demanda dos próximos meses.
- Ainda conforme o levantamento, aproximadamente 1,5 milhão de toneladas da safra atual foram negociadas durante a semana. Com isso, as vendas realizadas em julho teriam alcançado 2,3 milhões de toneladas.
- Nas praças acompanhadas pela AgRural, os movimentos foram moderados. Em Ponta Grossa (PR), a saca caiu R$ 0,50 e terminou o dia cotada a R$ 133. Em Primavera do Leste (MT), o recuo também foi de R$ 0,50, com negociação a R$ 117,50.
- Em Luís Eduardo Magalhães (BA), o preço permaneceu estável em R$ 122 por saca. Já em Dourados, a soja foi negociada a R$ 118, após queda diária de R$ 1, mas ainda registrava valorização de 6,3% no intervalo de um mês.
- O cenário indica que as cotações podem continuar sustentadas enquanto os produtores segurarem parte dos estoques e compradores disputarem os volumes disponíveis. A evolução do dólar, dos prêmios de exportação e da demanda internacional também deverá influenciar os preços nas próximas semanas.