- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que o governo federal avaliará na próxima semana a retirada parcial ou total do subsídio concedido à gasolina para reduzir os impactos da alta internacional do petróleo. A decisão foi adiada após o aumento superior a 5% no preço do barril de petróleo registrado na quarta-feira (8), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
- Segundo o ministro, a intenção inicial era anunciar o fim do benefício ainda nesta semana. No entanto, a nova valorização do petróleo levou a equipe econômica a reavaliar o cenário antes de tomar uma decisão.
- "Essa semana eu ia anunciar a retirada do subsídio da gasolina. Vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo", afirmou Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha.
- O ministro acrescentou que, dependendo da evolução dos preços nos próximos dias, o governo pretende iniciar a retirada do benefício, seja de forma parcial ou integral.
- O subsídio à gasolina foi anunciado em maio como parte de um pacote de medidas para conter os efeitos da alta do petróleo provocada pelos conflitos no Oriente Médio. O incentivo, válido para a gasolina importada e produzida no Brasil, foi fixado em R$ 0,44 por litro e tinha previsão inicial de duração de dois meses.
- Além da gasolina, o pacote do governo incluiu subsídios ao diesel, ao gás de cozinha e ao querosene de aviação, além da isenção de tributos federais sobre o biodiesel e da criação de linhas de crédito para o setor aéreo. A subvenção ao diesel foi encerrada em 1º de julho, e a expectativa era que a gasolina seguisse o mesmo caminho nas semanas seguintes.
- A decisão, porém, voltou a ser analisada após uma nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Na quarta-feira (8), forças do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) realizaram uma nova ofensiva militar contra o território iraniano, atingindo cerca de 90 alvos estratégicos, entre eles sistemas de defesa aérea, instalações de armazenamento de mísseis e drones, infraestrutura logística e ativos navais.
- Os ataques deram continuidade à operação iniciada na terça-feira (7), quando aproximadamente 80 alvos militares também foram bombardeados. A intensificação do conflito elevou as preocupações do mercado sobre possíveis impactos no fornecimento global de petróleo, pressionando os preços internacionais e levando o governo brasileiro a adiar qualquer mudança imediata no subsídio à gasolina.