13 de agosto de 2026
Tupi faz história e alcança marca inédita de 4 bilhões de barris no pré-sal
Publicado em 13 de agosto de 2026 - 15h53
  1. O ativo de Tupi, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, alcançou a marca histórica de 4 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) produzidos, informou a Petrobras nesta quinta-feira (13). É a primeira vez, em 73 anos de história da companhia, que um ativo operado pela estatal chega a esse volume acumulado de produção.
  2. O resultado reforça a importância de Tupi para a expansão da produção brasileira em águas ultraprofundas. O ativo foi o primeiro sistema do pré-sal da Bacia de Santos a entrar em produção comercial, em 2010, depois de exigir da indústria o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções para a exploração de petróleo em grandes profundidades.
  3. Além do recorde acumulado, Tupi voltou a superar em 2026 a média de 1 milhão de barris de petróleo produzidos por dia. Esse patamar havia sido alcançado pela primeira vez em 2019. Em janeiro deste ano, a Petrobras já havia anunciado que Tupi/Iracema havia retornado à marca de 1 milhão de barris diários.
  4. O campo é operado pela Petrobras em parceria com Shell e Petrogal Brasil, além da participação da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), que representa a União na jazida compartilhada.
  5. A dimensão do ativo acompanha o crescimento do pré-sal dentro das operações da Petrobras. Das 57 plataformas de produção operadas pela estatal, 28 estão exclusivamente nessa região. A companhia estima ainda que o pré-sal poderá responder por até 82% de sua produção total ao longo do Plano de Negócios 2026-2030.
  6. Para os próximos anos, a Petrobras projeta produção total de petróleo e gás entre 3,1 milhões e 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia até 2030. A estratégia inclui novos poços, aumento da eficiência dos sistemas existentes e melhor aproveitamento dos reservatórios.
  7. A marca de Tupi também ajuda a dimensionar a transformação provocada pelo pré-sal na indústria brasileira de petróleo. Em janeiro de 2025, a produção acumulada nessa fronteira havia atingido 7 bilhões de barris, segundo a Petrobras, com Tupi entre os principais responsáveis pelo avanço registrado ao longo dos últimos anos.
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