- O urucum na indústria alimentícia e cosmética vem ampliando sua importância econômica no Brasil graças aos avanços das pesquisas científicas e ao crescente uso da bixina, pigmento natural extraído das sementes da planta. Líder mundial na produção da cultura, o país responde por cerca de 57% da oferta global, com destaque para a região da Nova Alta Paulista, em São Paulo, principal polo produtor nacional.
- Tradicionalmente utilizado na fabricação do colorau, o urucum passou a atender uma demanda cada vez maior da indústria. A bixina, principal pigmento presente nas sementes, é empregada na produção de queijos, embutidos, doces, bebidas, sorvetes, cosméticos e diversos produtos industriais, acompanhando a tendência de substituição de corantes sintéticos por alternativas naturais.
- A colheita principal ocorre entre junho e agosto, período em que os produtores recebem entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo das sementes. Dependendo da cultivar, algumas lavouras ainda possibilitam uma segunda safra no mesmo ano, aumentando a rentabilidade da atividade.
- O desenvolvimento tecnológico da cultura é liderado pelo Instituto Agronômico (IAC), que realiza pesquisas desde a década de 1980 para desenvolver cultivares mais produtivas, com maior concentração de bixina, plantas de menor porte e resistência a doenças, como o oídio.
- Além do melhoramento genético, os estudos incluem práticas de manejo, definição de espaçamento entre plantas e adaptação do cultivo às diferentes condições climáticas do país. Essas iniciativas buscam elevar a produtividade e reduzir os custos de produção para os agricultores.
- O IAC também mantém o maior banco de germoplasma de urucum do mundo, com 378 genótipos catalogados, patrimônio genético considerado estratégico para o desenvolvimento de novas variedades e para a expansão da cultura no Brasil.
- O avanço das pesquisas fortalece o potencial econômico do urucum, amplia as oportunidades para os produtores rurais e atende à crescente demanda da indústria por pigmentos naturais, consolidando a cultura como uma alternativa de valor agregado para o agronegócio brasileiro.