5 de julho de 2026
Varejo brasileiro recua 1,5% em abril, pressionado pela queda nas vendas de combustíveis
Publicado em 16 de junho de 2026 - 10h56
  1. O comércio varejista brasileiro registrou queda de 1,5% em abril, na comparação com março, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (16) pelo IBGE. O resultado considera a série com ajuste sazonal, que elimina efeitos típicos de determinados períodos do ano.
  2. A retração foi puxada principalmente pelo segmento de combustíveis e lubrificantes, que teve queda de 6,2% no mês. Ao todo, seis das oito atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram resultado negativo em abril, indicando uma perda de ritmo do setor após avanços registrados nos meses anteriores.
  3. Também recuaram os segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%), móveis e eletrodomésticos (-0,8%), tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%).
  4. Na contramão da queda, dois setores tiveram crescimento: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 1,3%, e livros, jornais, revistas e papelaria, com avanço de 1,1%.
  5. Apesar da queda na comparação mensal, o varejo ainda apresenta desempenho positivo em outras bases de comparação. Frente a abril de 2025, o setor cresceu 1,0%. No acumulado do ano, a alta é de 2,0%, enquanto nos últimos 12 meses o avanço chega a 1,5%.
  6. De acordo com o IBGE, a média móvel trimestral do varejo ficou estável em abril, após crescimento de 0,7% no trimestre encerrado em março. O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, avaliou que a queda ocorre depois de um período de crescimento mais forte no início do ano, quando o comércio chegou a patamares elevados na série histórica.
  7. No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, o volume de vendas também caiu em abril, com recuo de 0,7% em relação ao mês anterior
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