13 de agosto de 2026
Varejo ganha fôlego em junho e fecha semestre com alta de 1,9%
Publicado em 13 de agosto de 2026 - 15h47
  1. As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 0,5% em junho na comparação com maio e encerraram o primeiro semestre de 2026 com avanço de 1,9% frente ao mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).
  2. Na comparação com junho de 2025, o volume de vendas aumentou 2,9%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a alta chegou a 1,6%. Apesar do desempenho positivo no semestre, o segundo trimestre terminou com queda de 0,4% em relação aos três primeiros meses do ano.
  3. Com o resultado de junho, o varejo ficou apenas 0,8% abaixo do recorde alcançado em março deste ano. Segundo Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, o setor está atualmente no segundo maior patamar de toda a série histórica, iniciada em janeiro de 2000. O pesquisador explica que, após atingir níveis elevados, novos avanços tendem a se tornar mais difíceis.
  4. O comércio começou 2026 em ritmo de crescimento. As vendas avançaram 0,5% em janeiro, 0,8% em fevereiro e 0,8% em março. Abril interrompeu a sequência, com queda de 1,5%, mas o setor voltou a crescer em maio, com alta revisada de 0,3%, e em junho, com mais 0,5%. O primeiro trimestre registrou expansão de 1,1% sobre os últimos três meses de 2025.
  5. A inflação mais baixa e o fortalecimento do mercado de trabalho ajudaram a sustentar o consumo. O IPCA desacelerou de 0,58% em maio para 0,16% em junho. No mercado de trabalho, a população ocupada chegou a 103,1 milhões de pessoas no trimestre encerrado em junho, crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior.
  6. Entre as oito atividades pesquisadas pelo IBGE, quatro apresentaram crescimento de maio para junho. O maior avanço foi registrado em outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 2,4%. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceram 1,1%; móveis e eletrodomésticos avançaram 0,4%; e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria tiveram aumento de 0,2%.
  7. Na outra ponta, livros, jornais, revistas e papelaria tiveram retração de 9,9%. Tecidos, vestuário e calçados recuaram 2,6%, combustíveis e lubrificantes caíram 1,7%, enquanto equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação apresentaram redução de 1,3%.
  8. O cenário foi diferente no comércio varejista ampliado, que também considera veículos, motos e peças, materiais de construção e o atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo. Nesse indicador, houve queda de 1% em junho na comparação com maio. Mesmo assim, o segmento acumula crescimento de 1,9% no primeiro semestre e estava 2,1% abaixo do recorde histórico registrado em fevereiro deste ano.
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