- Federações europeias começaram a discutir o lançamento de um candidato para enfrentar Gianni Infantino na eleição presidencial da Fifa, marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Segundo a rádio britânica TalkSport, o movimento ganhou força após uma sequência de atritos entre a Uefa e a entidade máxima do futebol, embora nenhum adversário tenha confirmado oficialmente a entrada na disputa.
- Infantino anunciou, durante o 76º Congresso da Fifa, realizado em 30 de abril de 2026, em Vancouver, que tentará permanecer no comando da entidade. O dirigente suíço-brasileiro foi eleito pela primeira vez em fevereiro de 2016 e agradeceu publicamente o apoio das 211 associações nacionais filiadas à organização.
- A articulação europeia ganhou impulso durante a Copa do Mundo de 2026, depois da decisão que suspendeu por um ano, em caráter condicional, o cumprimento da punição automática aplicada ao atacante norte-americano Folarin Balogun. O jogador havia recebido um cartão vermelho, mas ficou liberado para disputar a partida seguinte dos Estados Unidos. A Uefa classificou a medida como “incompreensível” e afirmou que a Fifa cruzou uma “linha vermelha” ao abrir uma exceção no meio da competição.
- O episódio provocou ainda mais repercussão depois de Donald Trump declarar que havia conversado com Infantino sobre o caso. O presidente da Fifa negou participação na decisão disciplinar, mas parlamentares europeus e organizações de defesa dos direitos humanos passaram a cobrar investigações sobre uma possível interferência política.
- Apesar da insatisfação na Europa, Infantino ainda aparece como favorito. A TalkSport aponta que o dirigente mantém apoio expressivo entre associações da África e da Ásia, além de contar com aliados na Concacaf e na Conmebol. Esse cenário dificulta a formação de uma candidatura capaz de reunir votos suficientes para derrotá-lo.
- Aleksander Čeferin, presidente da Uefa desde 2016, seria um dos nomes de maior peso para entrar na disputa. O esloveno, porém, não demonstraria interesse em iniciar um confronto direto com Infantino e teria como prioridade permanecer à frente da entidade europeia. Até o momento, Čeferin não anunciou candidatura à Fifa.
- Outro nome citado é Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e uma das figuras mais influentes do futebol europeu. O dirigente catari poderia receber apoio de federações como Bélgica e Polônia, mas também não estaria disposto a concorrer. As conversas permanecem no campo das articulações internas e não representam candidaturas oficiais.
- Caso os nomes mais conhecidos rejeitem a disputa, o polonês Dariusz Mioduski, proprietário do Legia Varsóvia, surge como possível alternativa. Segundo a publicação britânica, ele poderia reunir apoio de associações da Polônia, dos Bálcãs e de países como Alemanha, Espanha, Noruega e Suécia. Nenhuma dessas federações, entretanto, formalizou publicamente o apoio.
- Fora do bloco europeu, Victor Montagliani, presidente da Concacaf, e Patrice Motsepe, que comanda a Confederação Africana de Futebol, também aparecem entre os possíveis sucessores de Infantino. Os dois, no entanto, são considerados aliados do atual presidente e não demonstram intenção de enfrentá-lo em 2027.
- A Fifa confirmou que o Congresso eleitoral ocorrerá em 18 de março de 2027, em Rabat. As federações europeias terão até quatro meses antes da votação para apresentar e formalizar um eventual concorrente. Até agora, Infantino é o único nome que anunciou publicamente a intenção de disputar a presidência.