1 de setembro de 2026
Presidente do Cuiabá diz não a patrocínios de bets e afirma: “tomamos uma decisão acertada
Publicado em 28 de agosto de 2026 - 08h54
  1. O presidente do Cuiabá Esporte Clube, Cristiano Dresch, revelou que o clube decidiu não aceitar propostas de patrocínio de empresas de apostas esportivas, mesmo diante dos altos valores oferecidos pelo mercado das chamadas “bets”. Segundo o dirigente, a escolha foi baseada em uma posição ética e também em exigências feitas por antigos parceiros comerciais.
  2. Em entrevista ao ge, Dresch afirmou que nunca concordou com a atuação desse segmento e classificou as empresas de apostas como prejudiciais à sociedade. Para o presidente do clube mato-grossense, a decisão de não associar a marca do Cuiabá às casas de apostas foi correta.
  3. “Eu nunca concordei com esse segmento. Eu acho esse segmento criminoso. As bets exploram as pessoas, causam suicídios e destroem famílias”, afirmou o dirigente durante a entrevista ao portal esportivo.
  4. O presidente explicou ainda que o clube recebeu, em outros momentos, propostas e consultas de empresas do setor, mas optou por manter distância desse tipo de parceria. Segundo ele, patrocinadores que já tinham relação com o Cuiabá também estabeleceram como condição que o clube não fechasse contratos com empresas de apostas.
  5. A decisão acontece em um momento em que os patrocínios de bets se tornaram uma das principais fontes de receita para clubes brasileiros. Diversas equipes passaram a estampar marcas desse segmento em camisas, placas de publicidade e ações comerciais, movimentando valores considerados elevados no futebol nacional.
  6. O posicionamento do Cuiabá abre novamente o debate sobre os limites entre oportunidade financeira e responsabilidade social no esporte. Enquanto os clubes buscam novas receitas para manter investimentos em elenco e estrutura, cresce a discussão sobre os impactos da publicidade de apostas, principalmente entre torcedores mais vulneráveis.
  7. Nos últimos anos, o mercado de apostas esportivas passou a receber maior atenção das autoridades brasileiras, com criação de regras para regulamentar o setor e estabelecer critérios para funcionamento e publicidade.
  8. Para Cristiano Dresch, porém, o Cuiabá seguirá uma linha diferente. O dirigente afirma que o clube prefere buscar parceiros alinhados com os valores da instituição, mesmo que isso represente abrir mão de contratos financeiramente atrativos.
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