5 de julho de 2026
Após atropelamento fatal, indígenas realizam velório na rodovia e cobram medidas de segurança
Publicado em 03 de julho de 2026 - 11h21
  1. A morte de uma mulher indígena atropelada no Anel Viário Norte de Dourados provocou uma manifestação da comunidade indígena na manhã desta sexta-feira (3). Familiares e moradores da Reserva Indígena realizaram o velório da vítima às margens da rodovia, transformando o momento de despedida em um ato de protesto por mais segurança no local.
  2. O corpo foi levado para o trecho onde ocorreu o acidente, nas proximidades da Aldeia Bororó. Durante o ato, indígenas bloquearam parcialmente a pista e cobraram providências das autoridades para reduzir o número de atropelamentos registrados na região. Entre as reivindicações estão a instalação de redutores de velocidade, passarelas para pedestres, melhor sinalização e maior fiscalização no trecho.
  3. A vítima morreu na noite de quarta-feira (1º), após ser atingida por um caminhão-baú enquanto tentava atravessar a rodovia de bicicleta. Segundo informações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a mulher ainda não havia sido oficialmente identificada porque não possuía documentos. Familiares informaram que ela era de nacionalidade paraguaia e estava vivendo na Reserva de Dourados havia cerca de dois meses.
  4. O protesto foi acompanhado pela Polícia Militar, que negociou com os manifestantes um sistema de "pare e siga" para minimizar os impactos no trânsito. A mobilização chamou a atenção para os frequentes acidentes envolvendo indígenas na região, considerada um dos pontos mais críticos do município em relação a atropelamentos.
  5. Lideranças indígenas afirmam que a falta de infraestrutura adequada para travessia coloca diariamente em risco moradores que precisam cruzar a rodovia para acessar serviços essenciais. O grupo pede que medidas concretas sejam adotadas para evitar novas tragédias e garantir mais segurança às comunidades que vivem às margens do Anel Viário Norte.
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