- Indígenas da Reserva de Dourados realizaram um protesto, na tarde desta quinta-feira (2), no Anel Viário Norte, em Dourados, após a morte de uma mulher indígena atropelada por um caminhão-baú na noite anterior.
- A manifestação ocorreu na Rodovia Ivo Anunciato Cersósimo, em frente a uma marmoraria, mesmo ponto onde o acidente foi registrado. Durante o ato, os manifestantes fizeram um bloqueio parcial da pista. Conforme negociação com a Polícia Militar, o trânsito passou a funcionar no sistema de “pare e siga”, com a interdição alternada de um dos lados da rodovia a cada dez minutos.
- A vítima seguia de bicicleta e tentava atravessar a rodovia em direção à Aldeia Bororó quando foi atingida pelo caminhão. Ela morreu ainda no local. Com o impacto, a bicicleta foi arrastada por aproximadamente 150 metros e ficou presa embaixo do veículo.
- Durante o protesto, os indígenas levaram a bicicleta da vítima para o local como forma de chamar atenção para a tragédia e reforçar as cobranças por mais segurança no trecho. Entre as principais reivindicações estão a instalação de redutores de velocidade e medidas que reduzam o risco de novos atropelamentos na região.
- Além da melhoria na sinalização e no controle de velocidade, os manifestantes também cobraram a liberação do corpo da vítima, que permanecia no Instituto Médico Legal. Segundo informações repassadas no local por um funcionário da Funai, a liberação ainda não havia ocorrido porque a mulher não possuía documentação e não tinha sido oficialmente reconhecida até aquele momento.
- A vítima seria cidadã paraguaia e estaria há cerca de dois meses na Reserva Indígena de Dourados, onde viviam familiares dela.
- Equipes da Polícia Militar acompanharam a manifestação e permaneceram no local durante o bloqueio parcial. O trecho do Anel Viário é usado diariamente por moradores da região, incluindo indígenas que circulam a pé ou de bicicleta entre a reserva e a área urbana de Dourados.