- O momento de maior destaque da viagem ocorreu em 30 de agosto de 2026, quando Maycon registrou um tornado na região entre Campo Erê e Anchieta, no Sul do Brasil.
- O fenômeno passou entre Campo Erê e Saltinho e permaneceu ativo durante aproximadamente cinco a sete minutos.
- Segundo o caçador de tempestades, o tamanho da estrutura foi um dos aspectos que mais chamou atenção. A nuvem parede, estrutura associada à tempestade, tinha mais de um quilômetro de extensão.
- Embora a circulação em contato com o solo apresentasse dimensão menor, imagens produzidas durante e após o fenômeno ajudaram a dimensionar a ocorrência.
- Após a passagem do tornado, a equipe utilizou um drone para verificar a região, analisar possíveis danos e buscar evidências.
- “No conjunto da tempestade e tornado ao todo, ele foi o maior e mais impressionante”, destaca Maycon.
Registro precisa ser comprovado
- A produção de imagens, por si só, não significa que um tornado será imediatamente reconhecido como oficialmente confirmado. É necessário reunir evidências capazes de comprovar a ocorrência.
- Uma das formas utilizadas é a identificação do rastro deixado pelo fenômeno por meio de imagens de satélite ambiental. Filmagens e imagens produzidas por drones também podem contribuir para a análise.
- Quando o tornado atinge áreas habitadas, os danos provocados costumam ajudar na identificação do caminho percorrido pela circulação. Em áreas rurais ou pouco povoadas, porém, a investigação pode ser mais difícil pela ausência de marcas evidentes.
- Foi justamente essa uma das dificuldades encontradas no fenômeno acompanhado durante a viagem.
- Nesse processo, a documentação e a análise realizadas pelo Prevots têm papel importante para que os fenômenos possam ser estudados e, quando houver evidências suficientes, registrados oficialmente.
“Gostar do fenômeno é diferente de gostar da destruição”
- O trabalho de Maycon também provoca diferentes reações nas redes sociais. Enquanto algumas pessoas admiram as imagens e o interesse científico, outras questionam a decisão de acompanhar tempestades potencialmente perigosas.
- Ele afirma que atualmente evita acompanhar muitos dos comentários para preservar a própria tranquilidade, mas entende que a atividade pode ser mal interpretada por quem não conhece seu propósito.
- “Gostar do fenômeno por entender a complexidade como ele acontece é diferente de gostar da destruição que ele causa”, explica.
- Para o douradense, acompanhar tempestades também é uma forma de ampliar o conhecimento sobre esses fenômenos e contribuir para a prevenção.
- “Usem meu trabalho para se proteger”, pede.
- Após retornar a Dourados, Maycon compartilhou nas redes sociais uma mensagem sobre sua experiência: “Eu não dou tiro no escuro, sei muito bem quando o evento vai dar algo e quando não. Viva a ciência!”