- A Prefeitura de Dourados informou que a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) realizou 28.814 atendimentos relacionados ao Cadastro Único entre janeiro de 2025 e junho de 2026. Os serviços incluem atualização cadastral, inclusão de novas famílias e atendimentos administrativos, reforçando a importância de manter os dados atualizados para garantir o acesso aos programas sociais oferecidos pelos governos federal, estadual e municipal.
- De acordo com os dados divulgados pela Semas, durante o ano de 2025 foram registrados 18.148 atendimentos. Desse total, 11.221 corresponderam à atualização de cadastros, 3.719 foram novas inscrições de famílias e outros 3.208 envolveram serviços como correção e exclusão de cadastros, emissão de documentos, consultas ao Sistema de Benefícios ao Cidadão (Sibec), encaminhamentos e orientações aos usuários.
- Em 2026, considerando o período de janeiro a junho, a secretaria contabilizou mais 10.666 atendimentos. Foram realizadas 6.055 atualizações cadastrais, 2.212 inclusões de novas famílias e 1.800 atendimentos relacionados a outros serviços disponibilizados pelas unidades responsáveis pelo Cadastro Único.
- Apesar do volume de atendimentos, o município possui atualmente 4.022 famílias com o Cadastro Único desatualizado. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, esse número sofre alterações diariamente, já que mudanças na renda familiar, endereço, composição da família ou outras informações exigem a atualização do cadastro. Além disso, a legislação determina que a revisão cadastral seja feita, no máximo, a cada dois anos.
- Outro dado apresentado pela administração municipal mostra que Dourados possui 5.948 estrangeiros inscritos no Cadastro Único. Entre eles, 5.330 são cidadãos venezuelanos, representando cerca de 89,6% do total de pessoas estrangeiras cadastradas no sistema no município.
- A secretária municipal de Assistência Social, Shirley Flores Zarpelon, destacou que manter o cadastro atualizado é essencial para que as famílias continuem tendo acesso às políticas públicas. Segundo ela, o Cadastro Único também permite que o poder público tenha um diagnóstico mais preciso da realidade social da população, contribuindo para o planejamento e a execução de programas sociais.
- A Semas orienta que as famílias procurem uma unidade de atendimento sempre que houver alteração nas informações cadastradas, como mudança de endereço, renda ou composição familiar, ou quando o cadastro estiver próximo de completar dois anos da última atualização. A medida evita bloqueios, suspensão de benefícios e inconsistências nos registros.
- O Cadastro Único é a principal base de dados utilizada pelos governos para identificar famílias de baixa renda e selecionar beneficiários de diversos programas sociais. No entanto, a inscrição no sistema não garante automaticamente o recebimento de benefícios, já que cada programa possui regras e critérios próprios de elegibilidade.
- Entre as iniciativas que utilizam as informações do Cadastro Único estão o Programa Bolsa Família, o Auxílio Gás, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Programa Pé-de-Meia, a Tarifa Social de Energia Elétrica, programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida, além de ações estaduais como o MS Supera, Energia Social e Cuidar de Quem Cuida, desde que os beneficiários atendam aos requisitos estabelecidos em cada política pública.