- A Secretaria Municipal de Assistência Social de Dourados esclareceu as regras de acolhimento da Casa da Acolhida Elena Efigênia Pereira, unidade pública voltada ao atendimento temporário de adultos e famílias em situação de extrema vulnerabilidade social.
- Segundo a pasta, o serviço é destinado principalmente a pessoas em situação de rua, desabrigo, migração, abandono ou sem condições de autossustento. A unidade funciona como casa de passagem e não como abrigo permanente.
- A explicação foi feita após questionamentos envolvendo o caso de uma idosa de 78 anos. Conforme a secretária Shirley Zarpelon, a mulher viajava com recursos próprios, tinha destino definido e mantinha contato com familiares. Por isso, o município entendeu que a situação não se enquadrava como extrema vulnerabilidade social.
- A secretária também destacou que o regimento interno da Casa da Acolhida prevê restrição ao acolhimento de idosos, já que o local não possui estrutura adequada para atender necessidades específicas desse público. Nesses casos, o atendimento deve ocorrer por meio de serviços especializados da rede socioassistencial, como Instituições de Longa Permanência para Idosos, quando não houver suporte familiar ou comunitário.
- Atualmente, a Casa da Acolhida conta com 36 vagas, sendo 28 masculinas e 6 femininas. Durante o inverno, o município também desenvolve, em parceria com a Guarda Municipal, o projeto Noites Frias, que oferece vagas extras para pernoite de pessoas em situação de rua.
- Além da Casa da Acolhida, Dourados mantém o Centro POP, serviço especializado no atendimento de pessoas que utilizam as ruas como espaço de moradia ou sobrevivência. A rede atua com abordagem social, encaminhamentos e acompanhamento conforme a necessidade de cada caso.