- Robson Dantas Moreira, de 35 anos, condenado por envolvimento na execução do investigador da Polícia Civil Wescley Vasconcelos Dias, morreu na manhã desta quarta-feira, 8 de julho, durante confronto com policiais em Ponta Porã, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
- Segundo a Polícia Civil, Robson cumpria pena em regime semiaberto e era monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele foi localizado em uma casa na Vila Ministro Salgado Filho, após informações de que estaria escondido no imóvel com arma de fogo e entorpecentes.
- Durante a abordagem, conforme a polícia, Robson teria reagido usando uma arma. Os agentes atiraram e ele foi atingido. O homem chegou a ser socorrido, mas morreu após ser levado ao hospital.
- No local, os policiais apreenderam um revólver calibre 38 e entorpecentes, que serão encaminhados para perícia. A ocorrência será apurada pelas autoridades competentes.
- Robson ficou conhecido por sua ligação com um dos crimes de maior repercussão na fronteira. O investigador Wescley Vasconcelos Dias foi morto no dia 6 de março de 2018, em Ponta Porã, com pelo menos 25 tiros de fuzil calibre 7,62.
- As investigações apontaram que a execução teria sido ordenada pelo narcotraficante Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o “Minotauro”, apontado à época como liderança do PCC na linha internacional. Conforme a apuração, Wescley teria descoberto a verdadeira identidade do criminoso, que usava nome falso, e iniciou diligências para tentar prendê-lo.
- Robson, segundo a investigação, estava em uma Chevrolet Captiva usada para dar apoio aos atiradores. A irmã e o cunhado dele também foram identificados e presos por ligação com o plano de assassinato. Ele acabou condenado a 14 anos de reclusão, recorreu da sentença e cumpria pena em regime semiaberto.
- “Minotauro” foi preso em 4 de fevereiro de 2019, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, e segue recolhido no sistema penitenciário federal. As condenações dele já passam de 61 anos de prisão.