- A Associação dos Beneficiários da Cassems (ABECAMS) reagiu às justificativas apresentadas pela Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul para defender o aumento da contribuição cobrada de cônjuges dos titulares do plano de saúde.
- O reajuste elevou o valor mensal de R$ 35 para R$ 450, percentual de 1.185%. A Cassems afirma que a medida busca equilibrar as contas da instituição, citando déficit financeiro e diferença entre a arrecadação e os custos assistenciais do grupo de cônjuges. A entidade também argumenta que, embora não tenha fins lucrativos, precisa manter equilíbrio entre receitas e despesas para garantir a continuidade dos serviços.
- Em resposta, o presidente da ABECAMS, Valdinei Figueiredo, criticou a forma como o reajuste foi aplicado. Para ele, a discussão sobre equilíbrio financeiro é legítima, mas não pode justificar uma cobrança considerada brusca e pesada para os servidores e seus familiares.
- Figueiredo defende que a Cassems, por ser uma entidade de autogestão, sem fins lucrativos e formada pelos próprios servidores, não deve ser tratada como uma operadora comum de mercado. Segundo ele, a saúde dos beneficiários precisa ser administrada com responsabilidade financeira, mas também com respeito aos princípios de solidariedade e proporcionalidade.
- O aumento já é alvo de ações na Justiça e tem provocado mobilização entre servidores. A ABECAMS convocou uma manifestação pacífica para sexta-feira, 10 de julho, às 9h, em frente à sede administrativa da Cassems, em Campo Grande. A expectativa da associação é reunir beneficiários contrários ao reajuste e pressionar por uma revisão da medida