- A Prefeitura de Dourados prorrogou por mais 90 dias a situação de emergência em saúde pública em razão da epidemia de chikungunya. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 779, publicado nesta quarta-feira (17) no Diário Oficial do Município.
- A prorrogação mantém em vigor a emergência declarada anteriormente pelo Decreto nº 587, de 20 de março de 2026. A decisão considera que, embora tenha ocorrido redução na curva epidemiológica em relação ao período mais crítico, a circulação do vírus ainda preocupa as autoridades de saúde.
- Segundo o decreto, a taxa de positividade da doença segue elevada, indicando que a transmissão continua ativa no município. A medida também leva em conta a ocorrência de casos em fases subaguda e crônica, além do impacto prolongado da chikungunya sobre os serviços de saúde.
- Outro ponto considerado pela administração municipal foi a deliberação do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE), que recomendou a prorrogação da situação de emergência durante reunião realizada no dia 11 de junho.
- Com a prorrogação, a Prefeitura busca manter a mobilização das ações de enfrentamento à doença, além de garantir a continuidade dos atendimentos realizados por profissionais contratados de forma emergencial.
- De acordo com o Informativo Epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (17), Dourados já registrou 9.728 notificações de chikungunya. Desse total, são 5.201 casos prováveis, 4.739 confirmados, 4.527 descartados e 462 em investigação.
- O município também contabiliza 14 mortes confirmadas por complicações da doença. Outras quatro mortes seguem em investigação.
- A ocupação de leitos por pacientes com complicações da chikungunya também permanece como motivo de atenção. Conforme os dados mais recentes, 20 pessoas estavam internadas em unidades hospitalares de Dourados, entre elas pacientes atendidos no Hospital Universitário da UFGD, Hospital Cassems, Hospital Regional, Hospital Unimed e Hospital da Vida.
- A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a prevenção continua sendo essencial para reduzir a transmissão. A principal orientação é eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, dengue e zika. A população deve evitar o acúmulo de água parada em vasos, pneus, garrafas, calhas, caixas d’água e outros recipientes.
- Mesmo com sinais de queda nas notificações, os índices ainda são considerados elevados pela vigilância epidemiológica. Por isso, as ações de controle, assistência e monitoramento devem continuar durante o novo período de emergência.