19 de agosto de 2026
Epidemia em Dourados leva MS a integrar estratégia inédita de vacinação contra chikungunya
Publicado em 23 de março de 2026 - 09h26

O avanço dos casos de chikungunya em Dourados levou o Mato Grosso do Sul a ser incluído em uma estratégia piloto nacional de vacinação contra a doença, coordenada pelo Ministério da Saúde. A medida prioriza, inicialmente, comunidades indígenas, onde o cenário é considerado crítico.

A inclusão do Estado no projeto ocorre após articulação técnica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), que elaborou um plano detalhado antes mesmo da confirmação oficial. O documento apresentou dados epidemiológicos e estruturais que comprovaram a necessidade urgente da vacinação em regiões mais vulneráveis.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, o monitoramento contínuo da doença e a resposta rápida das equipes foram determinantes para garantir a participação de Mato Grosso do Sul na iniciativa. “A antecipação técnica foi essencial para que o Estado fosse incluído na estratégia nacional”, destacou.

A vacina contra a chikungunya já foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está atualmente na fase 4 de monitoramento, etapa que avalia sua eficácia em condições reais. No país, a aplicação ocorre de forma controlada, dentro de um projeto conduzido em parceria com o Instituto Butantan.

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, ressaltou que a conquista foi resultado da integração entre diferentes áreas da SES, incluindo vigilância epidemiológica, imunização e assistência. “Apresentamos dados consistentes que demonstraram tanto a necessidade quanto a capacidade do Estado de executar a estratégia”, afirmou.

A definição dos locais que receberão as doses segue critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, como alta circulação do vírus, capacidade de atendimento e estrutura de monitoramento. Nesse cenário, Dourados surge como prioridade, especialmente devido ao impacto da doença nas aldeias indígenas.

De acordo com a técnica da Coordenadoria de Imunização, Ana Paula Goldfinger, Mato Grosso do Sul não estava entre os primeiros estados selecionados. A reversão desse quadro exigiu a elaboração de um relatório técnico robusto, reforçado pelo agravamento recente da situação nas comunidades indígenas, incluindo registros de mortes.

A expectativa agora é pela definição do cronograma de envio das doses e início da vacinação no Estado, dentro dessa estratégia inédita no país.

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