O terceiro envolvido no “tribunal do crime” de Kauã Ferreira da Silva, de 18 anos, morreu em janeiro deste ano em confronto com a PM (Polícia Militar), no bairro Novo Oeste, em Três Lagoas, cidade localizada na região Leste de Mato Grosso do Sul. O envolvido foi identificado como Douglas Portella de Castro, de 25 anos.
As investigações da Polícia Civil, durante a Operação Caronte, apontam que Douglas teve participação na morte do rapaz que foi encontrado com o corpo parcialmente enterrado em uma área de mata em Três Lagoas, em maio do ano passado.
Segundo o site JP News, na época, a motivação do crime estaria relacionada a um acerto de contas em razão do envolvimento de Kauã com facções criminosas.
Já Douglas foi morto no dia 12 de janeiro deste ano, quando teria entrado em confronto com as equipes da Polícia Militar. Na data da morte, ele havia sido preso recentemente por tráfico de drogas e era apontado como integrante de facção criminosa — também possuía extenso histórico criminal.
‘Tribunal do crime’
A vítima era moradora de Chapadão do Sul, em seu corpo havia sinais de violência, conforme constatado pela perícia, como afundamento no crânio e na face e, também, sinais de enforcamento com o uso de corda.
Já nesta quinta-feira (19), durante a operação, os suspeitos foram localizados. Um foi capturado em sua casa e o segundo já estava custodiado na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas. O terceiro foi morto recentemente.
Durante as investigações, diversas testemunhas foram ouvidas, além da análise de imagens de câmeras de segurança e da quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos.
Foi apontado o envolvimento de três indivíduos no crime, e que a motivação estaria relacionada a um acerto de contas em razão do envolvimento de Kauã com facções criminosas, ocasião em que a vítima foi submetida ao “tribunal do crime”.
O SIG (Setor de Investigações Gerais) de Três Lagoas representou pelas prisões dos suspeitos, bem como pela expedição de mandados de busca e apreensão.
Durante as ações, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão submetidos à análise pelos investigadores, com o objetivo de identificar a possível participação de outras pessoas no crime.
Dourdosnews