19 de agosto de 2026
Farmácias e drogarias poderão funcionar dentro de supermercados; entenda as regras
Publicado em 23 de março de 2026 - 09h54

Projeto aprovado no Congresso autoriza instalação de farmácias em mercados, mas impõe exigências sanitárias e presença obrigatória de farmacêutico

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou um projeto de lei que autoriza o funcionamento de farmácias e drogarias dentro de supermercados em todo o país. A proposta estabelece critérios rigorosos para a atividade e segue para sanção presidencial.

Pelo texto, será permitida a instalação desses estabelecimentos na área de vendas dos supermercados, desde que funcionem em um espaço físico exclusivo, separado e destinado apenas à atividade farmacêutica.

Regras para funcionamento

Apesar da novidade, as farmácias instaladas em supermercados deverão seguir as mesmas normas já aplicadas ao setor.

Entre as principais exigências estão:

  • Presença obrigatória de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento
  • Cumprimento das regras sanitárias, como controle de temperatura e armazenamento
  • Proibição da venda de medicamentos em gôndolas ou áreas comuns do mercado

As regras reforçam que o espaço deve funcionar como uma farmácia completa, sem mistura com os demais produtos do supermercado.

Objetivo da medida

De acordo com o relator do projeto, a proposta busca ampliar o acesso da população a medicamentos, especialmente em cidades menores ou regiões mais afastadas, onde há escassez de farmácias.

A iniciativa também permite que os estabelecimentos operem:

  • Com o mesmo CNPJ do supermercado
  • Ou por meio de parceria com farmácias já licenciadas 

Pontos de atenção

A medida também gerou debates no setor. Entidades farmacêuticas destacam que medicamentos são itens de saúde e exigem controle rigoroso, o que motivou a manutenção de exigências como a presença obrigatória de profissionais habilitados e estrutura adequada.

Além disso, medicamentos controlados deverão seguir regras específicas de venda, com orientação ao consumidor e entrega adequada.

O que muda na prática

Na prática, os consumidores não verão remédios sendo vendidos livremente nas prateleiras dos supermercados. O que será permitido é a presença de uma farmácia completa dentro do estabelecimento, funcionando de forma independente.

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