- Cleiton Benites Gomes, de 21 anos, foi condenado a 29 anos e três meses de prisão em regime fechado pelo estupro, tortura e assassinato da namorada, a adolescente indígena Karine Ferreira Isnarde, de 16 anos. O julgamento ocorreu na quarta-feira (14), quase três anos após o crime, cometido em 10 de dezembro de 2023, na Aldeia Jaguapiru, em Dourados, a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande.
- Os jurados reconheceram o réu culpado por homicídio triplamente qualificado, estupro e tortura. O assassinato também foi reconhecido como feminicídio, em razão da violência cometida contra a adolescente.
- A pena foi dividida em três condenações: dois anos e 11 meses pelo crime de tortura, oito anos e quatro meses pelo estupro e 18 anos pelo homicídio. Somadas, as penas totalizam 29 anos e três meses de reclusão.
- A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant’Anna Pinheiro, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Relembre o crime
Karine foi encontrada morta na manhã de 10 de dezembro de 2023, nas proximidades de casa, no início de uma área de plantação de cana-de-açúcar, na Aldeia Jaguapiru. As primeiras informações sobre o caso apontavam suspeita de violência sexual e morte provocada por golpes de faca.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Dourados. Durante os exames periciais, foram constatadas lesões na região genital. Vísceras também foram encontradas ao lado do corpo da adolescente.
Na época, três rapazes que estiveram com Karine antes do crime foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos como testemunhas. O suspeito já havia sido identificado e era procurado pelas autoridades.
Horas depois, Cleiton, então com 19 anos, foi preso na própria Aldeia Jaguapiru. Ele afirmou aos policiais que mantinha um relacionamento com Karine havia aproximadamente uma semana e confessou o assassinato.
Em depoimento, o acusado relatou que havia consumido bebida alcoólica e discutido com a namorada, mas disse não se lembrar do que aconteceu em seguida. Já na delegacia, apresentou versões diferentes sobre o caso.
Quase três anos depois do crime, o julgamento resultou na condenação pelos três crimes reconhecidos pelo júri, com a pena total de 29 anos e três meses de prisão em regime fechado.