19 de agosto de 2026
Júri condena três acusados pela morte de pintor em Sidrolândia; principal réu pega 15 anos de prisão
Publicado em 24 de julho de 2026 - 07h33
  1. O Tribunal do Júri condenou, na noite desta quinta-feira (23), três dos quatro réus acusados pela morte do pintor Magno Fernandes Monteiro, crime ocorrido em Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul. Após cerca de dez horas de julgamento no Fórum do município, João Pedro Lopes foi sentenciado a 15 anos e 6 meses de prisão por homicídio e ocultação de cadáver. Jailson da Conceição Nascimento e Otávio Miguel Santos de Souza também foram condenados, enquanto Natally foi absolvida de todas as acusações.
  2. A maior pena foi aplicada a João Pedro Lopes, apontado pelo Ministério Público como o autor do homicídio. Durante o julgamento, ele voltou a confessar o crime e afirmou aos jurados que desferiu entre três e quatro facadas contra a vítima. Além da condenação pelo assassinato, ele também foi responsabilizado pela ocultação do corpo de Magno Fernandes Monteiro.
  3. Jailson da Conceição Nascimento recebeu pena de 5 anos e 19 dias de prisão por lesão corporal seguida de morte e ocultação de cadáver. Como está preso desde maio de 2024, o tempo de detenção já cumprido foi considerado pela Justiça, permitindo que ele responda ao restante da pena em liberdade.
  4. Já Otávio Miguel Santos de Souza foi condenado exclusivamente pelo crime de ocultação de cadáver e recebeu pena de 1 ano e 10 dias de prisão. Como permaneceu preso por período superior ao tempo da condenação, também deixará o presídio.
  5. A quarta ré, Natally, foi absolvida pelo Conselho de Sentença. Ela estava presa preventivamente desde maio de 2024 e teve a liberdade restabelecida após a decisão do Tribunal do Júri.
  6. Durante o interrogatório, Otávio negou participação no homicídio. Ele afirmou que possuía uma dívida com João Pedro e que sofria ameaças constantes, inclusive contra familiares. Segundo seu depoimento, foi até a residência da vítima acreditando que o grupo apenas intimidaria o pintor. Ainda conforme sua versão, ele só participou da ocultação do cadáver, ajudando a cavar a cova e a enterrar o corpo no quintal da casa. Os jurados acolheram essa tese e o absolveram da acusação de homicídio.
  7. O caso começou a ser esclarecido após o desaparecimento de Magno Fernandes Monteiro, registrado em maio de 2023. A família procurou as autoridades meses depois, e as investigações ganharam novo rumo quando uma jovem denunciou ameaças atribuídas a João Pedro. Segundo ela, o suspeito afirmou que faria com ela o mesmo que havia feito com o pintor.
  8. Em maio de 2024, uma pessoa encontrou uma ossada enquanto realizava a limpeza do terreno da residência onde Magno morava sozinho, em Sidrolândia. Os restos mortais estavam enterrados próximo a um pé de mandioca, confirmando as suspeitas de que a vítima havia sido assassinada e ocultada no próprio imóvel.
  9. Durante a investigação, João Pedro confessou o crime e declarou que matou Magno após uma desavença envolvendo o relacionamento com uma parente da vítima. Em seu depoimento, também apontou Jailson e Otávio como participantes da ação. Segundo a apuração policial, o grupo teria agredido o pintor com golpes de martelo e facadas antes de esconder o corpo no quintal da residência. A investigação ainda indicou que Natally teria informado a João Pedro que Magno estava sozinho em casa, acusação que não foi acolhida pelos jurados.
  10. Com a sentença anunciada pelo Tribunal do Júri, o caso chega ao fim na primeira instância da Justiça, embora as defesas ainda possam recorrer da decisão.
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