- O julgamento dos acusados pela morte do jogador de futebol Hugo Vinicius Skulny Pedrosa, de 19 anos, foi transferido de Sete Quedas para Amambai. A mudança foi determinada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul por meio de desaforamento, medida adotada quando há dúvida sobre a imparcialidade dos jurados ou risco à ordem pública e à segurança dos envolvidos.
- A decisão atende a pedidos das defesas, que apontaram a grande repercussão do crime em Sete Quedas e o clima de forte comoção na cidade. O caso ganhou ampla notoriedade desde 2023, quando Hugo desapareceu após sair de uma festa em Pindoty Porã, no Paraguai, região de fronteira com o município sul-mato-grossense.
- Dias depois do desaparecimento, partes do corpo do jovem foram encontradas no Rio Iguatemi. A identificação foi confirmada por exame de DNA. Conforme as investigações, Hugo teria sido morto após ir até a casa da ex-namorada.
- No processo, Rubia Joice de Oliver Luvisetto, Danilo Alves Vieira da Silva e Cleiton Torres Vobeto foram pronunciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Já Noemi Matos de Oliver e Patrick Eduardo do Nascimento respondem por fraude processual.
- Danilo está preso desde agosto de 2023, quando foi localizado em Iguatemi. Em audiência, ele confessou ter matado e esquartejado Hugo, mas alegou que teria agido para defender Rubia durante uma briga. A defesa de Rubia nega que ela tenha participado, planejado ou desejado a morte do ex-namorado.
- Ao analisar o pedido de transferência, a Justiça considerou que a repercussão do crime, por si só, não seria suficiente para retirar o julgamento da comarca de origem. No entanto, entendeu que o caso apresenta circunstâncias concretas, como o risco de tumulto e a dificuldade de formar um Conselho de Sentença isento em uma cidade pequena, onde o caso provocou forte divisão social.
- Com a decisão, o júri será realizado em Amambai, comarca considerada próxima e com estrutura para receber o julgamento. A data da sessão ainda deverá ser definida pela Justiça.
- O caso segue como um dos crimes de maior repercussão registrados na região de fronteira de Mato Grosso do Sul nos últimos anos, tanto pela brutalidade quanto pelo impacto causado na comunidade esportiva e entre moradores de Sete Quedas