- A meningite voltou a acender o sinal de alerta entre especialistas em saúde no Centro-Oeste. Dados apresentados nesta terça-feira (16), durante uma masterclass promovida pela farmacêutica GSK, em Brasília, apontam que a taxa de letalidade da doença meningocócica invasiva chegou a 33,3% na região em 2026. Na prática, isso significa que um em cada três pacientes diagnosticados não resistiu à infecção. O índice é o dobro da média nacional registrada neste ano, estimada em 16,6%.
- Em Mato Grosso do Sul, até a 17ª semana epidemiológica de 2026, foram confirmados 34 casos de meningite e oito mortes. Os números incluem infecções causadas por vírus, bactérias e fungos. No Centro-Oeste, em 2025, foram 557 casos confirmados e 57 mortes, sendo 18 óbitos em Mato Grosso do Sul, 18 em Mato Grosso e 21 em Goiás.
- Segundo especialistas, a preocupação está na rapidez com que a doença pode evoluir. A meningite pode começar com sintomas semelhantes aos de uma gripe, como febre, mal-estar e dor no corpo, mas em casos graves pode avançar rapidamente para convulsões, complicações neurológicas, necrose de extremidades e morte. O Ministério da Saúde aponta que os sintomas mais frequentes incluem febre, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz. Em bebês e crianças pequenas, também podem ocorrer irritabilidade, choro persistente, recusa alimentar e moleira inchada.
Meningite mata um em cada três pacientes no Centro-Oeste e acende alerta para vacinação
Publicado em 17 de junho de 2026 - 07h23
Meningite no Centro-Oeste