5 de outubro de 2026
Operação Antidotum prende presidente e diretores da Santa Casa de Campo Grande por suspeita de desvio de R$ 4,9 milhões
Publicado em 11 de setembro de 2026 - 14h51

A presidente e quatro diretores da Santa Casa de Campo Grande foram presos nesta sexta-feira (11) durante a Operação Antidotum, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para investigar suspeitas de fraude e desvio de recursos que ultrapassam R$ 4,9 milhões na instituição. A ação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Entre os presos está a diretora-presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, além do diretor financeiro Rinaldo Hakme Romano, do diretor financeiro adjunto Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa e do diretor administrativo Alessandro Dias Junqueira. As investigações são conduzidas pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o MPMS, a apuração identificou possíveis irregularidades em contratos firmados pela Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), entidade responsável pela gestão da Santa Casa. Um dos contratos investigados envolve serviços de digitalização de prontuários médicos, com valor previsto de até R$ 5,4 milhões ao longo de três anos.

De acordo com os investigadores, parte dos pagamentos realizados não teria correspondido aos serviços efetivamente entregues, gerando prejuízo estimado inicialmente em cerca de R$ 4,9 milhões. A investigação também aponta que contratos, pagamentos e prestações de contas teriam sido mantidos fora do conhecimento de órgãos de controle da instituição, incluindo o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

Além das prisões, as equipes realizaram buscas em endereços ligados aos investigados e empresas relacionadas ao caso. A operação busca reunir documentos e provas que possam esclarecer como funcionava o suposto esquema e identificar eventuais responsabilidades.

As investigações continuam para apurar a participação de cada envolvido e verificar a extensão dos possíveis prejuízos causados à instituição hospitalar. Até o momento, as prisões fazem parte da fase investigativa e os citados ainda poderão apresentar suas versões e defesas no decorrer do processo.

 

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