- A Polícia Civil prendeu dois suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em furto de Hilux em Dourados e em Campo Grande. Um dos presos é Reginaldo da Silva Barbosa, de 42 anos, natural de Minas Gerais, apontado como responsável por abrir e ligar as caminhonetes utilizando equipamentos eletrônicos. O outro é o músico douradense Rodrigo Leonardo da Silva Dias, de 34 anos, suspeito de dar apoio logístico ao grupo. As investigações apontam que os veículos furtados eram levados para o Paraguai logo após os crimes. Os dois passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira (16), enquanto a Polícia Civil prossegue na identificação dos demais envolvidos.
- Reginaldo Barbosa foi preso por equipes da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), no Terminal Rodoviário de Campo Grande, quando se preparava para embarcar em um ônibus com destino a Belo Horizonte (MG). Depois da prisão, ele foi levado para Dourados, onde foi interrogado pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) e autuado em flagrante pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa. A operação contou ainda com apoio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e do setor de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
- Durante o depoimento, Reginaldo confessou participação no furto de cinco caminhonetes Toyota Hilux, sendo duas em Campo Grande e três em Dourados. Segundo ele, foi contratado por R$ 20 mil para utilizar um codificador eletrônico capaz de explorar uma vulnerabilidade existente em modelos da Hilux fabricados entre 2016 e 2023, permitindo abrir os veículos e programar novas chaves em poucos minutos.
- Ainda conforme o investigado, o esquema era coordenado por Cláudio Lucas dos Santos, de 32 anos, preso em Minas Gerais, que organizava toda a logística da quadrilha e evitava que os integrantes se conhecessem para dificultar o trabalho das autoridades. Reginaldo afirmou que o equipamento utilizado nos furtos foi fornecido por determinação de Cláudio.
- As investigações também apontam a participação de Lucas Mateus de Carvalho Paula, de 29 anos, conhecido como "Boy", igualmente preso em Minas Gerais. Segundo o depoimento, ele era responsável por custear hospedagem, alimentação e deslocamento do grupo em Mato Grosso do Sul, realizando transferências via Pix mesmo estando no sistema prisional.
- Outro preso na operação foi o músico Rodrigo Leonardo da Silva Dias, integrante de um grupo de pagode em Dourados. Conforme a Polícia Civil, ele utilizava um Chevrolet Corsa azul para transportar os integrantes da quadrilha e monitorar os locais onde as caminhonetes estavam estacionadas antes dos furtos. O veículo foi identificado por meio de imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades dos crimes.
- Em depoimento, Rodrigo admitiu que aceitou transportar um grupo de homens pela cidade após um encontro em um posto de combustíveis. Segundo ele, somente durante o trajeto percebeu que as caminhonetes seriam furtadas, mas alegou que "não tinha mais como voltar atrás". A polícia afirma que o músico acompanhou a ação criminosa até o momento em que os veículos foram entregues aos motoristas encarregados de levá-los para o Paraguai.
- As imagens de videomonitoramento também permitiram identificar que o Chevrolet Corsa deixou um homem em um hotel localizado no cruzamento da Avenida Joaquim Teixeira Alves com a Avenida Coronel Ponciano. No local, os investigadores descobriram que o hóspede era Reginaldo Barbosa, reforçando as provas reunidas durante a investigação.
- A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de Cláudio Lucas dos Santos e de Lucas Mateus de Carvalho Paula, além de continuar as diligências para identificar os demais integrantes da organização criminosa. Um homem conhecido como "Ryan", apontado como primo de Rodrigo Leonardo, também é investigado, mas ainda não foi preso. Segundo os investigadores, a apuração segue para esclarecer toda a estrutura da quadrilha responsável pelos furtos de caminhonetes em Mato Grosso do Sul e pelo envio dos veículos ao Paraguai.