19 de agosto de 2026
Polícia desarticula esquema de furto de Hilux em Dourados e prende suspeito contratado por facção de Minas Gerais
Publicado em 16 de julho de 2026 - 13h32
  1. A Polícia Civil prendeu dois suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em furto de Hilux em Dourados e em Campo Grande. Um dos presos é Reginaldo da Silva Barbosa, de 42 anos, natural de Minas Gerais, apontado como responsável por abrir e ligar as caminhonetes utilizando equipamentos eletrônicos. O outro é o músico douradense Rodrigo Leonardo da Silva Dias, de 34 anos, suspeito de dar apoio logístico ao grupo. As investigações apontam que os veículos furtados eram levados para o Paraguai logo após os crimes. Os dois passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira (16), enquanto a Polícia Civil prossegue na identificação dos demais envolvidos.
  2. Reginaldo Barbosa foi preso por equipes da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), no Terminal Rodoviário de Campo Grande, quando se preparava para embarcar em um ônibus com destino a Belo Horizonte (MG). Depois da prisão, ele foi levado para Dourados, onde foi interrogado pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) e autuado em flagrante pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa. A operação contou ainda com apoio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e do setor de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
  3. Durante o depoimento, Reginaldo confessou participação no furto de cinco caminhonetes Toyota Hilux, sendo duas em Campo Grande e três em Dourados. Segundo ele, foi contratado por R$ 20 mil para utilizar um codificador eletrônico capaz de explorar uma vulnerabilidade existente em modelos da Hilux fabricados entre 2016 e 2023, permitindo abrir os veículos e programar novas chaves em poucos minutos.
  4. Ainda conforme o investigado, o esquema era coordenado por Cláudio Lucas dos Santos, de 32 anos, preso em Minas Gerais, que organizava toda a logística da quadrilha e evitava que os integrantes se conhecessem para dificultar o trabalho das autoridades. Reginaldo afirmou que o equipamento utilizado nos furtos foi fornecido por determinação de Cláudio.
  5. As investigações também apontam a participação de Lucas Mateus de Carvalho Paula, de 29 anos, conhecido como "Boy", igualmente preso em Minas Gerais. Segundo o depoimento, ele era responsável por custear hospedagem, alimentação e deslocamento do grupo em Mato Grosso do Sul, realizando transferências via Pix mesmo estando no sistema prisional.
  6. Outro preso na operação foi o músico Rodrigo Leonardo da Silva Dias, integrante de um grupo de pagode em Dourados. Conforme a Polícia Civil, ele utilizava um Chevrolet Corsa azul para transportar os integrantes da quadrilha e monitorar os locais onde as caminhonetes estavam estacionadas antes dos furtos. O veículo foi identificado por meio de imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades dos crimes.
  7. Em depoimento, Rodrigo admitiu que aceitou transportar um grupo de homens pela cidade após um encontro em um posto de combustíveis. Segundo ele, somente durante o trajeto percebeu que as caminhonetes seriam furtadas, mas alegou que "não tinha mais como voltar atrás". A polícia afirma que o músico acompanhou a ação criminosa até o momento em que os veículos foram entregues aos motoristas encarregados de levá-los para o Paraguai.
  8. As imagens de videomonitoramento também permitiram identificar que o Chevrolet Corsa deixou um homem em um hotel localizado no cruzamento da Avenida Joaquim Teixeira Alves com a Avenida Coronel Ponciano. No local, os investigadores descobriram que o hóspede era Reginaldo Barbosa, reforçando as provas reunidas durante a investigação.
  9. A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de Cláudio Lucas dos Santos e de Lucas Mateus de Carvalho Paula, além de continuar as diligências para identificar os demais integrantes da organização criminosa. Um homem conhecido como "Ryan", apontado como primo de Rodrigo Leonardo, também é investigado, mas ainda não foi preso. Segundo os investigadores, a apuração segue para esclarecer toda a estrutura da quadrilha responsável pelos furtos de caminhonetes em Mato Grosso do Sul e pelo envio dos veículos ao Paraguai.
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