- Um policial militar rodoviário de Mato Grosso do Sul foi preso em flagrante no domingo (2), na BR-463, em Ponta Porã, com uma carga de produtos importados avaliada preliminarmente em R$ 2,15 milhões. Segundo o auto de prisão encaminhado à Justiça Militar, foram encontrados 201 aparelhos iPhone 17 Pro Max e 76 frascos de perfumes importados sem documentação fiscal que comprovasse a entrada regular das mercadorias no país.
- O militar, identificado como soldado Henrique, conduzia um Volkswagen Voyage quando foi abordado por integrantes do Exército no Posto Pacuri, durante uma fiscalização de rotina. A carga foi localizada durante a vistoria no veículo, e os produtos foram apreendidos por falta de comprovação da importação legal.
- De acordo com o procedimento oficial, a quantidade de perfumes encontrada foi de 76 unidades, número diferente dos 79 frascos divulgados inicialmente no registro da ocorrência. Os aparelhos celulares e os demais produtos ficaram sob responsabilidade das autoridades competentes para os procedimentos de avaliação e investigação.
- Relatório da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) aponta que o policial estava de folga no momento da abordagem, mas utilizava o uniforme da corporação. Conforme o documento, após a localização da mercadoria, ele teria retirado a farda e colocado roupas civis.
- Para a Corregedoria, a utilização do uniforme durante a ocorrência pode ter causado a impressão de que o militar estava em serviço. A situação foi considerada um fator agravante pela corporação, já que o policial pertence ao Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), unidade responsável pela fiscalização e pelo combate a crimes em rodovias estaduais.
- A prisão militar foi registrada inicialmente por um suposto crime de desrespeito a superior durante a fiscalização. Já a investigação sobre a origem e o transporte dos produtos importados será realizada em um procedimento separado, com participação da Receita Federal.
- A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul também pediu à Justiça Militar a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Segundo a corporação, a permanência do policial em liberdade poderia afetar a disciplina, a hierarquia e a confiança na instituição.
- O caso segue sob investigação, e a análise sobre a regularidade da importação dos produtos deverá apontar eventuais responsabilidades na esfera fiscal e criminal
Policial rodoviário de MS é preso com carga de iPhones e perfumes importados avaliada em R$ 2,15 milhões
Publicado em 04 de agosto de 2026 - 11h26
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