19 de agosto de 2026
Suspeita de sequestrar bebê Ayla teria cometido crime para tentar manter casamento, diz polícia
Publicado em 14 de agosto de 2026 - 10h54
  1. A mulher suspeita de sequestrar a bebê Ayla Emanuelly, de 28 dias, em Campo Grande, teria cometido o crime com o objetivo de conseguir uma criança para criar como filha e tentar preservar o casamento, segundo a investigação da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). A informação foi divulgada nesta sexta-feira (14) pela delegada Anne Karine Sanches.
  2. “A autora queria ter uma filha para sustentar o casamento dela. Ela tem outros filhos e não cuidou dos outros filhos porque passou boa parte da vida deles presa. Mas queria um filho para manter o casamento”, afirmou a delegada durante coletiva.
  3. Conforme a investigação, a suspeita teria se aproximado da mãe de Ayla, uma adolescente de 17 anos, e da família antes do desaparecimento. A aproximação teria ocorrido de forma gradual, com a entrega de roupas e outros itens para a recém-nascida, além da oferta de um suposto ensaio fotográfico.
  4. Segundo a polícia, a mulher chegou a combinar uma sessão de fotos para a bebê, mas o encontro não ocorreu devido às condições climáticas. No dia seguinte, ela teria feito uma nova proposta à adolescente: pagar R$ 100 para que cuidasse de uma criança de seis meses que seria apresentada como filha da suspeita. A investigação apontou, porém, que a criança era, na verdade, neta da mulher.
  5. A partir desse contato, a adolescente e a irmã dela, de 13 anos, foram levadas até uma residência na região do Bairro Universitário, onde o crime teria sido executado. A mãe havia relatado anteriormente que foi atraída ao local com a promessa de receber dinheiro para cuidar de uma criança.
  6. Durante a apuração, a polícia identificou que o imóvel teria sido utilizado como ponto de apoio para a ação. De acordo com a delegada, um dos envolvidos relatou ter recebido R$ 1 mil para permitir que o crime ocorresse na residência da família.
  7. Após a retirada da bebê, as duas adolescentes teriam sido abandonadas em uma área de mata. Para dificultar a identificação durante a fuga, Ayla teve as roupas trocadas por peças masculinas e foi colocada em um bebê-conforto com características de menino antes de ser levada para o Paraguai.
  8. A suspeita passou a ser monitorada durante a investigação após informações indicarem que ela estava vivendo em Pedro Juan Caballero. Com o avanço das diligências e a troca de informações entre as forças de segurança brasileiras e paraguaias, policiais localizaram o endereço onde ela estava com a recém-nascida.
  9. Ayla foi encontrada na madrugada de domingo (9), em uma residência no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero. No local, foram presos os brasileiros Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa.
  10. A localização da criança ocorreu após o trabalho conjunto entre a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e autoridades paraguaias, com uso de informações de inteligência. Após os procedimentos na fronteira, a bebê foi encaminhada para atendimento médico e posteriormente retornou a Campo Grande.
  11. Depois do resgate, Ayla permaneceu sob acompanhamento dos órgãos de proteção enquanto a Justiça e as autoridades concluíam as avaliações necessárias. Nesta quinta-feira (13), a bebê foi autorizada a retornar ao convívio da mãe adolescente, após a investigação apontar que ela não teve participação no desaparecimento da filha.
Últimas Notícias
Veja Também