19 de agosto de 2026
Tornozeleira revela rota de vítima e leva polícia a cinco suspeitos de homicídio no Inferninho
Publicado em 13 de julho de 2026 - 16h57
  1. A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa concluiu nesta segunda-feira (13) a investigação sobre a morte de Guilherme Carlos Canozi, de 29 anos, encontrado com sinais de violência em 22 de março na Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande. Cinco pessoas foram indiciadas por homicídio qualificado pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Quatro suspeitos estão presos, enquanto Joaquim Barbosa de Lima, conhecido como “Juninho”, continua foragido.
  2. O corpo foi localizado por um grupo que se preparava para praticar rapel na região. Guilherme não portava documentos, mas utilizava uma tornozeleira eletrônica, equipamento que se tornou uma das principais peças da apuração. Após a identificação por exame necropapiloscópico, os investigadores acessaram o histórico de monitoramento e reconstruíram os últimos deslocamentos da vítima.
  3. Os dados levaram a polícia até a casa onde Guilherme teria permanecido em cárcere na noite anterior ao crime. A DHPP também identificou o veículo utilizado para transportá-lo até a cachoeira, o proprietário do automóvel e o morador do imóvel. Com o avanço das diligências, os policiais chegaram aos demais suspeitos apontados como responsáveis por levar e matar a vítima no local. A investigação indica que Guilherme foi atacado com golpes de faca.
  4. A operação ocorreu em duas etapas. Na primeira, realizada em 4 de maio, a polícia prendeu o proprietário do veículo e o responsável pela residência onde a vítima teria sido mantida. Na segunda fase, deflagrada no dia 15, outros dois investigados foram presos por suspeita de participação direta no transporte de Guilherme até o Inferninho. Um quinto envolvido foi identificado, mas não foi localizado.
  5. Segundo a Polícia Civil, parte dos indiciados possui ligação com uma facção que atua na região. Por isso, os investigadores trabalham com indícios de que o homicídio possa estar relacionado a uma organização criminosa, embora a motivação detalhada não tenha sido divulgada
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