- O ex-deputado estadual Neno Razuk, do PL, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (8), no âmbito da Operação Successione, que investiga uma suposta organização criminosa ligada à exploração do jogo do bicho no Estado. A ordem judicial ocorre poucas semanas após ele perder o mandato na Assembleia Legislativa e deixar de contar com prerrogativas do cargo parlamentar.
- Equipes do Gaeco, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, foram até a residência do ex-parlamentar para cumprir o mandado. Neno Razuk, no entanto, não foi localizado no imóvel durante a ação.
- A investigação aponta que o ex-deputado seria uma das lideranças de um grupo acusado de tentar controlar a exploração ilegal do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Segundo o Ministério Público Estadual, a estrutura teria atuação organizada, com participação de familiares e outros aliados próximos.
- Entre os investigados estão o pai do ex-deputado, Roberto Razuk, e os irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk. Jorge e Rafael estão presos. O advogado Rhiad Abdulahad também permanece detido e é apontado como integrante do núcleo ligado à organização investigada. Já Roberto Razuk, que cumpre prisão domiciliar por problemas de saúde, estaria internado em uma Unidade de Terapia Intensiva.
- A nova decisão judicial amplia a pressão sobre Neno Razuk, que já havia sofrido uma derrota política recente. Em maio, a retotalização dos votos das eleições de 2022 tirou sua vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e abriu caminho para a posse de João César Mattogrosso.
- O ex-parlamentar também já foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. Apesar da condenação, ele recorria em liberdade.
- Na sentença, a Justiça destacou que os crimes atribuídos ao então deputado não tinham relação com o exercício das funções constitucionais de um parlamentar.
- Ao todo, o Ministério Público denunciou 20 pessoas no âmbito da Operação Successione. A acusação sustenta que o grupo teria usado corrupção, lavagem de dinheiro e violência para garantir o controle da contravenção no Estado. Além das condenações criminais, a Promotoria pede o pagamento de R$ 36 milhões como reparação por danos morais e materiais.
- A defesa de Neno Razuk informou que ainda não teve acesso à decisão judicial e que só deve se manifestar após conhecer o teor do mandado de prisão.
Após perder mandato, Neno Razuk tem prisão decretada em investigação sobre jogo do bicho em MS
Publicado em 08 de julho de 2026 - 14h55